6/3/2017 12:45
Localizada na Zona Oeste do Rio, Escobase emplaca quatro meninos no Flamengo
De uns anos pra cá, o trabalho feito nas categorias de base do Flamengo tem dado frutos e resultado em títulos importantes. Um dos pilares desse rendimento em alto nível é a escolha dos atletas que serão comandados por Nelson Mourão, Ígor Meletti, Fernando Pereira e Marcos Beegu.
Devido a esse fator, o clube aposta bastante em jovens que iniciam a prática do basquete em projetos sociais. Prova disso é a Escobase, que, atualmente, tem quatro jogadores no Fla: Gabriel Lisboa, João Victor, Luiz Henrique Ferreira e Matheus "Coração". A escola é coordenada por Sérgio Garcia, mais conhecido como Serjão e fica em Campo Grande. O mesmo é ex-praticante da modalidade e, inclusive, começou sua formação no time da Gávea.
Para contar a história, não há ninguém melhor para falar do que o fundador. Em conversa com o GRN, o professor, licenciado em Educação Física, apresentou sua metodologia.
- Procuramos trabalhar, na escolinha, com a maior diversidade de objetivos. Dentre eles, destaco inclusão, socialização, qualidade de vida, fuga do sedentarismo, obesidade, desenvolvimento psicológico e acesso ao alto rendimento. Esse último, leia-se entrada em uma equipe que disputa o Campeonato Estadual. Pautamos o trabalho no avanço global do aluno, visando o aprendizado dos fundamentos técnicos, dando-lhes suporte para participarem dos processos seletivos (peneiras realizadas pelos clubes), com uma real possibilidade de sucesso.
Percebendo que a Zona Oeste da nossa cidade, em especial o bairro de Campo Grande, não possui uma representatividade, por conta das equipes estarem concentradas nas Zonas Sul e Norte, e observando o potencial do material humano disponível, resolvi oferecer basquetebol para as crianças. Nos mesmos moldes e com a mesma exigência e profissionalismo das agremiações competitivas. Acredito que o acesso de uma forma sistematizada é de grande importância para o crescimento da modalidade, pois abre o leque para a descoberta de novos talentos que residem afastados. A Escobase nasceu dessa necessidade. Funcionamos na Escola Santa Bárbara (filial), no sub bairro Vila Nova. Do ano de 2010 até agora, sem contar os meninos do Flamengo, 17 saíram daqui e foram incorporados aos elencos de Botafogo, Fluminense, Jequiá, Tijuca e Vasco - explicou.
O que muita gente não sabe, é que também existe uma relação forte neste meio. Serjão é pai de Luiz Henrique, já citado acima, e um dos destaques do Sub-14 do Rubro-Negro carioca.
- Falar de filho é muito complicado, mas vamos lá (risos). É super gratificante ver o progresso do Luiz. Ele começou com sete anos e vê-lo progredindo é uma grande felicidade. Costumo lembrar das dificuldades que tive para ir de Campo Grande à Gávea, durante seis anos, mas o olhando, percebo que o caminho que trilhei, com sacrifício, ajudou a abrir as portas. Converso sempre e digo que estudar é o plano A. O basquete, embora seja importante, uma hora vai acabar, cedo ou tarde. Então, não se pode negligenciar a educação. O oriento no sentido de respeitar e ser amigo de todos, e enfatizo que ser atleta não dá direito a se achar melhor que ninguém. Prezo pela humildade e consideração para com todos os seguimentos profissionais da sociedade - afirmou.
Luiz mostrou o outro lado da moeda e exaltou a forma que as coisas são conduzidas. O garoto ainda analisou a parceria com os amigos que seguiram o mesmo caminho e a recepção na Gávea.
- A Escobase faz um trabalho muito bom e sempre procura amadurecer e formar seus atletas que buscam jogar em algum clube. Por causa disso eu não senti dificuldade quando cheguei ao Flamengo. As situações que nos botam em jogos/treinamentos são semelhantes e com a mesma cobrança para quem tem como objetivo ser jogador. O Sérgio, meu pai, chama minha atenção e de todos os atletas. Ele diz para trabalharmos em todas posições e sermos jogadores versáteis. O meu gosto pela modalidade surgiu por causa dele, que me moldou como pessoa e é o maior responsável pelas minhas conquistas na vida. Acho que conviver com pessoas que já conhecemos e gostamos torna o ambiente mais agradável. Com todo esse tempo de convívio, acho que estamos entrosados. Nós fazemos companhia, uns aos outros, nas idas e voltas dos treinos e em viagens. Ficamos até confiantes em dar um passe, porque sabemos do potencial e da técnica de cada um. Como disse, creio que é mais fácil trabalhar assim, mas também é importante fazer amizades novas. O Flamengo é ótimo e nos recebeu bem, além de ter um corpo de profissionais excelente - disse.
A seguir, apresentaremos três declarações/sobre o mesmo tema:
Gabriel Lisboa - "Eles me ensinaram muita coisa sobre basquete e educação nas quadras, e me deram o conhecimento essencial para chegar aonde eu estou hoje. É muito mais fácil jogar com os meninos que possuem a mesma formação, e o clube também ajuda nisso, pois nos dá toda estrutura necessária."
João Victor - "Os treinos da Escobase me proporcionaram o gosto pelo basquete. Foi quando comecei a desenvolver a técnica e os conceitos do jogo. Sou grato por isso. Esse conjunto me ajudou a conseguir uma vaga no Flamengo, onde tive uma boa adaptação graças ao entrosamento."
Matheus Coração - "Foi um trabalho duro, mas muito bom. Aprendi fundamentos como passes, arremessos e trabalho de marcação. Além do espírito de equipe, através das atividades realizadas pelo Serjão. Para mim, a importância é enorme. Sou Flamengo e estou jogando no melhor time do Brasil."
984 visitas - Fonte: Globo Esporte
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