11/7/2013 10:45
Máfia e Corrupção: Consórcio assume Maracanã e já fala em atrasar obras obrigatórias
O consórcio que administrará o Maracanã pelos próximos 35 anos assumiu na terça-feira o controle do estádio. Na quarta, o presidente do grupo de empresas formado pela Odebrecht, a AEG e a IMX, de Eike Batista, já falou em adiar a entrega das obras obrigatórias para o processo de privatização.
Em entrevista coletiva concedida para o anúncio do contrato entre o Complexo Maracanã Entretenimento SA com o Fluminense, primeiro clube a acertar sua volta à arena, João Borba disse a jornalistas que os investimentos de cerca de R$ 600 milhões que o consórcio será obrigado a fazer na área do complexo esportivo serão realizados em cinco anos. O contrato assinado entre governo do Rio de Janeiro e o grupo empresarial determina que isso seja feito em dois anos e meio.
"Temos um grande investimento a fazer. São R$ 600 milhões em cinco anos", disse Borba, ao se referir das chamadas obras incidentais, do seu custo e seu cronograma de construção.
Essas obras incidentais são, na verdade, modificações na área do complexo esportivo no Maracanã planejadas pelo governo estadual para adequar o espaço para a Copa do Mundo de 2014, Olimpíada de 2016 e ao novo modelo de negócios do estádio. Estão incluídas na lista de intervenções, a construção de estacionamentos, a demolição do Estácio de Atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, assim como a construção de novos equipamentos esportivos.
De acordo com o estudo de viabilidade econômica que baseou a privatização do Maracanã, todas as obras incidentais custariam R$ 594 milhões. Esse mesmo estudo previa que elas fossem realizadas e pagas nos dois primeiros anos da concessão do estádio.
Nesta quinta-feira, entretanto, Borba disse que o plano não é bem esse. Após dar uma nova previsão para a realização de investimentos obrigatórios, o presidente do Maracanã SA foi ser questionado sobre os prazos contratuais, mas não respondeu. A assessoria de imprensa da concessionária também não soube explicar o novo cronograma de obras. Só ressaltou que o plano de realização terá de ser dividido e paralisado algumas vezes para não atrapalhar a preparação da Copa e Olimpíada.
A determinação de que as obras não atrapalhassem os grandes eventos esportivos já está previsto no contrato de concessão. Um possível atraso na entrega das obras também. Para isso, entretanto, o governo do Rio precisa autorizá-lo.
Procurados pelo UOL Esporte, nem a concessionária nem o governo responderam se os novos prazos para as obras já foram acordados.
1176 visitas - Fonte: Uol
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