16/1/2019 15:34

À espera de patrocinador master, Flamengo surfa na onda dos reforços para alavancar receitas

Responsável pela maior parte da arrecadação com marketing em 2018, setor de licenciamento prevê cerca de R 10 mi com expansão de lojas e empolgação da torcida por Gabigol e Arrascaeta

À espera de patrocinador master, Flamengo surfa na onda dos reforços para alavancar receitas

Explosão na venda de camisas personalizadas, previsão de expansão das lojas oficiais e meta de quase R$ 10 milhões em licenciamento. O Flamengo, que negocia com paciência o novo patrocínio master, aproveita o frisson da torcida pelos reforços recentes para alavancar as receitas em marketing.



Carro-chefe da pasta, sendo responsável por cerca de 12% dos valores arrecadados em 2018 (R$ 7,5 mi em royalties), a área de licenciamento surfa na onda de Gabigol e Arrascaeta. O retorno após o anúncio das contratações foi imediato na venda de camisas e deu força ao projeto já existente para abertura de novas lojas.

Atualmente, o clube tem 54 pontos oficiais de vendas espalhados em sete estados do Brasil. Há, no entanto, negociações abertas para 12 novas lojas "Nação Rubro-Negra", nome padronizado para novas franquias, alcançando dez unidades federais do país.

– O Flamengo não tem interesse em abrir lojas desenfreadamente. Existe um enorme cuidado com estudo do local, quantidade de torcedores, para que cada unidade seja um negócio sustentável – explica Marcelo Plaisant, diretor da empresta responsável pela gestão do licenciamento da marca.

Os interessados passam por uma série de exigências para que sigam o padrão imposto pelo clube. Em contrapartida, recebem estrutura com decoração temática, sonorização que remete à torcida e aproximação para realização de eventos com ídolos do clube.

Números
Só nos três dias seguintes ao anúncio de Gabigol, 2.100 camisas foram comercializadas com seu nome nas costas. Estudos apontam para 30% de incremento nas vendas em 2019, fazendo o setor de licenciamento estimar cerca de R$ 10 milhões em receitas.

A dupla chega para disputar espaço com o líder disparado em vendas de camisas personalizadas no elenco atual: Diego. Por mais que o número 10 seja o mais comum, Plaisant revela que a contratação do meia contrapôs a um fenômeno dos torcedores colocarem o próprio nome nas costas:

– Hoje em dia, o torcedor usa muito mais o próprio nome e o número da sorte. Mas o Diego foi uma camisa que personalizou demais, mesmo com a 35. Faltava o número toda hora.

Receita elogiável, mas não autossustentável
Especialista em marketing e finanças, Rodrigo Capelo avalia os números do Flamengo no ano passado. O jornalista ressalta que a marca se torna expressiva principalmente após a queda do setor varejista a partir de 2013. Por outro lado, não vende ilusão e é direto ao informar que licenciamento não tem como brigar com outras fontes de renda, como por exemplo cotas de TV, patrocínio, sócio-torcedor e bilheterias.

Do valor bruto da venda de camisas, por exemplo, estima-se que somente cerca de 10% seja direcionado para os clubes. Valor que tem incrementado a receita do Flamengo, mas ainda longe do necessário para bancar reforços de peso.

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– Achar que um jogador vai se pagar ou pagar parte dele é uma fantasia, não chega nem perto. Mas os números do Flamengo são importantes, são altos se comparado com o passado recente do futebol brasileiro. É um número bem relevante. É algo elogiável, que precisa ser desenvolvido, mas não é uma receita que vai custear uma contratação.

Capelo chama a atenção ainda para o caráter coletivo da geração de receitas. Mais do que um nome especificamente, é a empolgação com o momento do clube que chama a atenção:

– Será que o torcedor vai comprar uma camisa só porque é do Arrascaeta ou vai comprar por estar empolgado com o momento, as perspectivas, e vai, por isso, colocar o nome do jogador?

O Flamengo atua nas duas frentes. Com um dos elencos mais badalados do Brasil, dá opção de estrelas para o torcedor exibir orgulhoso às costas. Por outro lado, sabe que nada será capaz de alavancar mais as vendas do que títulos. O primeiro deles - o Campeonato Carioca -, o clube começa a buscar a partir de domingo, às 17h (de Brasília), no Maracanã, diante do Bangu. Em 2019, há ainda a Libertadores, a Copa do Brasil e o Brasileirão.















Flamengo, Patrocinio Master, Mengão

4845 visitas - Fonte: Globoesporte


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