24/5/2019 09:40

Quem é o dirigente do Fla que causou polêmica com torcida por Mickey

Quem é o dirigente do Fla que causou polêmica com torcida por Mickey

Candidato à presidência do Flamengo, Cacau Cotta alfinetou a gestão Bandeira
(Imagem: Divulgação/Renato Homem)


"Escreveram Mickey certo. Não foi a torcida". A frase foi de Cacau Cotta, diretor de Relações Externas do Flamengo, ao ser questionado sobre o que achava em relação às pichações que haviam acontecido dias antes nos muros da sede do Rubro-Negro e do centro de treinamento Ninho do Urubu. A grafia correta do nome do principal personagem da Disney, porém, foi o estopim para uma grande polêmica com a torcida e que tem reverberado internamente.



Talvez desconhecido do grande público, Luiz Claudio Cotta da Silva, o Cacau Cotta, é figura carimbada quando o assunto é Flamengo. Atualmente, ele ocupa um cargo considerado estratégico, uma vez que o presidente Rodolfo Landim pretende "aparar as arestas" na relação do clube com as instituições que comandam o futebol - leia-se Federação do Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Conmebol.



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Sob o comando de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, vice-presidente da pasta, Cacau tem buscado uma aproximação do Flamengo com estas entidades e tem sido presença constante nas diversas reuniões e eventos, como o sorteio dos confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil e também da Libertadores. Ele, inclusive, ajudou a costurar a "parceria" que fez com que Rubens Lopes, presidente da Ferj, fosse chefe de delegação do Rubro-Negro na viagem ao Uruguai, para o confronto com o Peñarol, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Este não é o primeiro cargo que Cacau Cotta ocupa na diretoria do Flamengo. Ex-integrante da Torcida Jovem, ele esteve presente na gestão Patricia Amorim, quando foi vice-presidente do Fla-Gávea e de Administração, sendo, à época, um dos nomes fortes da cúpula. Neste período, porém, também não esteve longe das polêmicas.

Uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou que Cacau e Michel Levi, que era vice-presidente de Finanças, teriam ido à prisão fazer uma visita a acusados de assassinarem, em agosto de 2012, Diego Leal, que era da Força Jovem do Vasco. Em depoimento, ele confirmou que fez a visita e, no papel de vice-presidente, foi prestar solidariedade e colocar o clube à disposição para ajudar a família do preso, mas não afirmou ter entregue quantia em dinheiro.

No fim de 2012, foi acusado de envolvimento em duas confusões. Em uma discussão com torcedores rubro-negros durante um Botafogo e Flamengo, no Nilton Santos, e, depois, em um bate-boca, contendo ameaças, com um sócio que havia divulgado um vídeo com diversas ironias à gestão de Patricia Amorim pouco antes do pleito em que a então mandatária disputava a reeleição - acabou derrotada por Eduardo Bandeira de Mello.

No começo do ano seguinte, Cacau, que é sócio-proprietário desde 2009, foi afastado por 30 dias acusado de agredir a Clément Izard, à época, diretor-executivo do Fla-Gávea. O caso aconteceu durante um clássico com o Botafogo e foi registrado no Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Nilton Santos. Em nota divulgada pelo Flamengo para explicar o afastamento, aponta-se que a motivação para a agressão teria sido a demissão da irmã de Cacau da pasta comandada por Clément. Na ocasião, ele negou a agressão.

Em 2015, o nome Cacau esteve na urna. Encabeçando a Chapa Branca, foi candidato à presidência do Flamengo, tendo como concorrentes Wallim Vasconcelos e Eduardo Bandeira de Mello. Obteve 259 votos e ficou na terceira colocação.

Durante a campanha para o cargo máximo do Rubro-Negro, garantiu, em algumas oportunidades, que pretendia atuar voltado ao viés popular do clube. Ainda neste ínterim, disse que o concorrente Wallim Vasconcellos fazia o Flamengo de chacota ao anunciar o técnico Jorge Sampaoli - o candidato garantiu que tinha um acordo com o treinador caso vencesse a eleição, o que foi prontamente negado pelo hoje comandante do Santos.

Nesta mesma época, em entrevista ao jornal "O Globo", afirmou que, para ser presidente do Flamengo, tem de ser polêmico.

"Futebol tem emoção e, onde há emoção, acontecem discussões. Mas sou contra agressão. Mas para ser presidente do Flamengo tem que ser polêmico. Se não for, algo está errado. Futebol não é convento de freiras", disse.

Para o pleito do fim do ano passado, chegou a flertar apoio a Ricardo Lomba (foto à esquerda), candidato da situação, mas, posteriormente, engajou-se na campanha de Rodolfo Landim, que acabou por vencer a corrida eleitoral.



Agora, após as mais recentes declarações, quando esteve no programa "Os donos da Bola", da Rede Bandeirantes, alguns conselheiros demonstraram grande incômodo e chegaram a pedir uma retratação. Há, inclusive, quem aposte que, diante de toda a repercussão, a vida de Cacau no cargo possa ser abreviada.

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888 visitas - Fonte: UOL


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Manoel Isaac     

Esqueçe essa pôrra de Mickey, já são águas passadas, chega de crise, caralho.

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