Lucas Ribeiro, novo lateral da base do Flamengo — Foto: Fábio de Paula/Botafogo
O lateral-esquerdo Lucas Ribeiro, de 17 anos, é o novo reforço das categorias de base do Flamengo. Conhecido como Dí Maria por ser parecido fisicamente com o argentino, o jogador saiu de maneira complicada do Botafogo. No meio de uma troca de empresários, o clube alvinegro acusou os antigos agentes do garoto de fazerem leilão nas conversas para assinatura de contrato.
O posicionamento da diretoria do Bota veio por meio de nota oficial. O clube de General Severiano afirma que os antigos representantes do garoto, a empresa Hi Talent, foram atrás de propostas de outras equipes enquanto a diretoria buscava assinar o primeiro vínculo profissional da promessa. Entre elas, o atleta optou pelo Flamengo.
Apesar da ida para o rival, a mudança não gerou desgaste entre os dirigentes dos dois clubes. O Botafogo entende que não houve assédio, e sim um movimento deste antigo representante. A partir do momento em que a outra proposta foi colocada na mesa, a diretoria se retirou da conversa para não entrar no que chamou de "leilão".
O principal motivo para o Bota desistir de Lucas é o cenário da posição nas categorias inferiores. O clube conta com o jovem Hugo, que treina com os profissionais e pode descer para disputar partidas. E vê surgir o garoto Ramon, de 16 anos, que esteve presente na última convocação da seleção brasileira sub-17.
Empresário nega leilão
Hoje, quem responde pela carreira de Lucas é o empresário Rodrigo Pitta. Mas a bronca do Botafogo é com a empresa anterior, a Hi Talent, que cuidou do lateral até o mês passado. Procurada pela reportagem, a agência deu versão diferente. Segundo eles, Dí Maria nunca foi prioridade para o clube.
O jogador chegou ao Bota em agosto, depois de saídas recentes de Fluminense e Soledade-RS. Durante esse ano, passou por uma espécie de período de testes, ao defender o sub-17 sem ter contrato de formação. Pouco tempo depois o garoto subiu para o sub-20, mas o cenário se manteve. Foi quando surgiram equipes interessadas, como Athletico-PR e Bragantino, além do Flamengo.
- Fizemos um acordo com custo zero para o Botafogo. Ele não tinha recebido R$ 1 do clube. Não houve leilão, recebemos outros contatos porque o atleta se destacou, começou a jogar no sub-20. Falei com o Botafogo quando ele foi chamado para o Campeonato Brasileiro, depois da estreia... Ouvimos que tinham outras prioridades - disse o empresário Jonathan Marins.
Leia a nota do Botafogo
"O Botafogo confirma a saída. Há um tempo, as partes negociavam e o atleta recebeu uma proposta de contrato profissional. Entretanto, no meio deste processo, houve uma troca de empresários e, neste momento, foi comunicado que o atleta possuía propostas de outros clubes.
Neste cenário, iniciou-se um "leilão" e o Botafogo decidiu não prosseguir com a negociação.
O departamento de futebol de base do Botafogo repudia veementemente tais práticas, segue trabalhando firme em formar atletas para a equipe profissional e reforça que não fugirá de sua metodologia por influência de terceiros."
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Tem que ter alguma lei para proteger pelo menos um pouco os clubes, não estou falando especificamente desse caso, mas os garotos chegam cedo no clube e quando é a hora de dar o retorno, chega esses agentes e o levam para onde eles querem. Não vale mais a pena formar jogador. Os clubes tem que se calçar, se não vão ficar nas mãos desses aproveitadores..