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A busca pela medicina alternativa no Brasil é cada vez maior. O movimento das pessoas se desprendendo das técnicas tradicionais e científicas de cura e procurando por outras opções está tão consolidado que em 2018 o SUS adicionou dez novas especialidades, como cromoterapia e florais, ao seu catálogo.
Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Oncologia mostrou que
67% dos brasileiros acreditam que as terapias alternativas podem ser eficientes contra o câncer. É comum que se alie tratamentos tradicionais com opções como acupuntura ou homeopatia para tentar alcançar resultados mais rápidos.
Mas por que, então, a medicina alternativa ainda tem tão pouco espaço no futebol? As temporadas são longas e cheias de lesões, muitas delas fazendo com que jogadores percam importantes confrontos. No Mengão, a
situação de Rodrigo Caio, por exemplo, tem sido muito polêmica.
O motivo mais claro é que existe uma grande divisão entre médicos formados no ensino superior e especializados em ortopedia ou medicina esportiva e os que oferecem tratamentos alternativos. Os primeiros buscam abordagens acadêmicas e comprovadas cientificamente, e devido à formação que possuem, recebem as oportunidades de emprego nos clubes. Por sua vez, os do segundo grupo costumam praticar suas terapias através de formações também não convencionais.
Existe muita resistência no meio dos médicos formados em relação à medicina alternativa.
O argumento de que terapias como a homeopatia não funcionam é, inclusive, sustentado por dados científicos. Os clubes preferem correr menos riscos e se posicionarem ao lado da ciência.
Quando a medicina alternativa esteve no futebol?
Já houve alguns craques que buscaram pela medicina alternativa como alternativa para a recuperação de lesões. Recentemente, a magnetoterapia ganhou destaque pela sua facilidade para acelerar processos como a regeneração celular.
Fessin, então no Corinthians, usou a magnetoterapia em 2019 após fraturar a tíbia da perna direita. Através de campos magnéticos, ela aumenta o movimento das células e outros elementos e alcança resultados pontuais como diminuição da dor e redução da inflamação.
A cinesiologia aplicada é outro ramo da medicina alternativa já estabelecido no esporte.
Lionel Messi, inclusive, é um de seus adeptos. Ela funciona através de um diagnóstico das características musculares do atleta e, em seguida, uma completa readaptação alimentar.
É fato que o desempenho de um atleta só tem a ganhar quando a alimentação é rica em elementos como vitaminas, minerais e compostos naturais como os
flavonóides, que são encontrados em frutas, hortaliças, cereais e até na cerveja e no vinho. Os clubes já contam com nutricionistas que montam cardápios especiais para as necessidades de cada um dos jogadores do elenco.
A medicina alternativa no Flamengo
Ainda há poucos registros da medicina alternativa sendo usada no Mengão. Apesar do cuidado com a alimentação dos atletas ser evidente, terapias especiais em casos de lesões ou necessidade de ganho muscular não são usadas.
Com o crescimento exponencial da busca pelas terapias alternativas no Brasil, é de se esperar que em breve elas também passem a ser usadas com maior frequência no futebol e, claro, no Flamengo. É importante ressaltar que isso só acontecerá com o que tem comprovação científica sobre sua eficiência.
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