A temporada 2020 ainda pode ser salva, mas é preciso tirar lições duras sobre os erros

30/12/2020 12:00

A temporada 2020 ainda pode ser salva, mas é preciso tirar lições duras sobre os erros

A temporada 2020 ainda pode ser salva, mas é preciso tirar lições duras sobre os erros
Fonte: Instagram
A temporada de 2020 não teve o mesmo sucesso da temporada anterior. Há lições a serem
tiradas?

O Flamengo teve um ano de 2019 iluminado. Além de toda a qualidade do elenco e a maestria do comando de Jorge Jesus, os Deuses do Futebol sorriram para o Rubro-Negro algumas vezes. O passe errado de Lucas Pratto no fim do jogo contra o River que o diga.

Para 2020 não dá para apontar erros clamorosos no planejamento, vendas de protagonistas ou vestiário dividido, coisas que destroem equipes de qualidade no futebol brasileiro. Então mesmo que ainda o Campeonato Brasileiro esteja na mira e é possível conquistar o bi seguido, não dá para disfarçar o gosto amargo da temporada atual, que irá até fevereiro de 2021.

Quem apostou no Flamengo no começo de 2020 não imaginaria uma eliminação nas oitavas de final da Libertadores para uma equipe limitada do Racing e as derrotas para o São Paulo na Copa do Brasil.
Afinal o time entrou como favorito nas duas competições e também no Campeonato Brasileiro em casas como o Sportsbet.io.

Então quais são as lições que o clube pode tirar desta temporada tão esquisita?

A variação é comum nos esportes

Treinadores e dirigentes vitoriosos sempre apontam a dificuldade para motivar e manter o ritmo acelerado de uma equipe campeã. A fome que precede a primeira conquista desaparece e é até normal surgir um relaxamento.

Em 2020 foram comuns notícias sobre a queda física de alguns jogadores do elenco.
Especialmente antes da parada, era também normal ver o time tirando o pé em alguns momentos, mesmo com Jorge Jesus alucinado à beira do gramado. A conquista do Carioca veio, mas se for considerada a superioridade técnica e econômica do Fla, os jogos contra o Fluminense foram
desconfortáveis.

A diretoria não pode ser culpada neste caso, já que reforçou o elenco com peças como Pedro, Thiago Maia, Léo Pereira e Gustavo Henrique (mais sobre eles abaixo) e Michael. O elenco precisava responder de forma mais assertiva. Mas nada estava perdido.

A perda começou com Jesus

O grande erro da diretoria do Flamengo em 2020 foi o lenga-lenga que a renovação de Jorge Jesus
representou e depois os boatos de sua saída para o Benfica que duraram semanas. Apesar de um
elenco cheio de estrelas, foi Jorge Jesus que tirou o melhor dos atletas que com Abel Braga e outros treinadores mostravam futebol inconsistente. No momento que o português não estava 100% dentro e focado, tudo sofreria.

Claro que as saídas de Pablo Marí e Rafinha seriam sentidas, mas entre os 11 titulares, dá para dizer sem muito medo de errar que eles não estavam entre os três ou quatro principais jogadores. Ou seja, esteve longe de ser um saldão como o que aconteceu no Corinthians depois dos títulos brasileiros de 2015 e 2017.

Algumas contratações também não vingaram. Os zagueiros Gustavo Henrique e Léo Pereira são
decepções e Michael também não repetiu as atuações do Goiás. Mas mesmo sem a ajuda destes, era para o time ter desempenhado muito melhor. O time podia ter uma sequência de dois anos para ser um dos maiores da história do futebol brasileiro.

A escolha por Domenec Torrent também marcou a temporada. Independente dos erros e acertos de Dome, no momento a contratação foi vista como um acerto e referendada por pessoas que o conheciam, como o citado Rafinha. Independente de como você vê sua passagem meteórica, sua saída não foi a solução e mostra como a confiança na contratação não era plena. Aí sim a diretoria tem culpa.

Egos podem matar um bom momento

Até clubes com imensos orçamentos, tradição e até craques tem quedas e subidas ao longo dos anos. Com o Flamengo não seria diferente. O que diferencia os grandes constantes dos inconstantes é seu planejamento e a cultura da organização.

Depois de anos de calmaria e planejamento sério, o Flamengo começa a cair em velhos problemas nas cabeças, com disputas políticas, uniões que não fazem sentido e a busca pela continuidade. É preciso que diretores, gestores e Presidente voltem à mesma página para fazer o melhor pelo clube.

Com Rogério Ceni no comando e os principais jogadores garantidos por contrato – inclusive Pedro
– não há limites para o potencial do Flamengo para os próximos anos. Mas é preciso ter humildade e aprender com os erros de 2020.

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