O plano de negócios do Complexo Maracanã S.A., anexo 7 do contrato de parceria público privada número 27/2013, especifica todas as estimativas de fluxo de caixa, investimentos, preços aplicados e contratação de serviços na operação do estádio. O plano prevê 75 jogos ou eventos e dois concertos por ano e estimativa total de investimento em R$ 721 milhões (o mínimo exigido pelo contrato de concessão é de R$ 594 milhões). De acordo com as tabelas de fluxo de caixa, a concessionária começa a obter lucro na operação do estádio apenas a partir do segundo ano de contrato, com prejuízo de R$ 43 milhões nos primeiros 12 meses. A partir daí, o lucro operacional não para de crescer e, a partir de 2027 até o fim da parceria, oscila entre R$ 90 milhões e R$ 95 milhões ao ano (veja reprodução do gráfico). A estimativa de custo operacional por dia de jogo em tabela no documento é de R$ 127 mil.
A cronologia do plano de negócios prevê investimentos até o quarto ano de parceria. Os valores incluem as obras incidentais e, se o contrato de concessão for mantido pelo governo do Estado, é provável que haja uma adaptação dos números vigentes hoje. Para o primeiro ano, estão previstos investimentos de R$ 36 milhões, com R$ 216 milhões no segundo ano, R$ 432 milhões no terceiro e R$ 36 milhões no quarto ano de concessão.
No organograma de estrutura de receitas, o plano de negócios só prevê receita para a concessionária nos setores premium do estádio. A ideia inicial da empresa, que esbarrou, por exemplo, nos interesses do Flamengo, era deixar a comercialização dos setores populares, atrás dos gols, para os clubes, operando a parte mais nobre do Maracanã. A fórmula agradou ao Fluminense, que priorizou o fato de não ter qualquer custo ou risco de prejuízo para jogar no estádio. O clube assinou por 35 anos. A negociação com o Flamengo, porém, se arrastou por alguns meses até ser firmada uma parceria de dois anos, que o próprio presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, disse não ser definitiva – tanto que prevê possibilidade de rescisão unilateral sem ônus para qualquer uma das partes, em qualquer período do contrato.
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