Especialista em torcidas organizadas, Gustavo Grabia, jornalista da Argentina, afirma que, em seu país, a corrupção e a impunidade permitem a existência das entidades, denominadas 'barras' no local. Mas já houve quem se levantou contra elas.
De acordo com Grabia, Javier Cantero, presidente do Independiente, tentou diminuir o poder das entidades ligadas ao clube. No entanto, ameaças aos jogadores fizessem com que as barras voltassem fortes ao cenário do clube.
- Em 2012, o novo presidente do Independiente, Javier Cantero, decidiu enfrentar as barras. Deixou de dar ingressos e outras regalias. Aí esses torcedores começaram a ameaçar os jogadores para que perdessem as partidas. E o clube começou a perder – contou Grabia, ao LANCE!Net.
- Os conselheiros pressionaram o presidente para que fizesse um acordo e evitasse o rebaixamento. Ele fez o acordo e o time caiu assim mesmo. Não era só questão de ameaça, o time era ruim mesmo – completou.
Ainda segundo Grabia, Cantero, que segue no cargo, já não planeja mais lutar contra a influência do grupo de torcedores.
- Ele continua no cargo, mas as barras estão com todo o poder de volta, eles se acertaram. Seu mandato vai até o final do ano que vem e ele não vai tentar mais nada – afirmou.
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