Pela América do Sul, As torcidas organizadas mantêm um relacionamento que vai além de suas fronteiras nacionais. Embora muitas sejam rivais dentro do campo, seus líderes mantêm contato, inclusive com o objetivo de estender o seu poder.
No entanto, o contato entre torcidas brasileiras e argentinas é menor por vários motivos. A distância, a diferença de idioma e a disputa pela supremacia regional impedem, por exemplo, uma maior aproximação com a corintiana Gaviões da Fiel ou outra grande torcida brasileira. Mas torcidas do Rio Grande do Sul têm mais contato com suas irmãs argentinas.
"La Doce", a temida barra do Boca Juniors (ARG), já convidou líderes de organizadas de outros países e até de outros continentes para dar uma espécie de treinamento. Membros de torcidas do Chile, da Colômbia, da Venezuela e de países da América Central já estiveram na Argentina.
- As torcidas organizadas são entidades com personalidade jurídica. As barras são bandos informais, sem nenhuma regra além de resolver as questões pela violência – conta, ao LANCE!Net o jornalista argentino Gustavo Grabia, especialista no assunto.
Além da troca de experiências, as ligações permitem apoio em viagens e até alguma pequena ajuda financeira de emergência.
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