A decisão de a Fifa desregulamentar a atividade de agente de futebol a partir de fevereiro de 2015, mostrada pelo LANCE!Net nesta terça-feira, é uma medida acertada, segundo o membro da Academia LANCE!, Pedro Trengrouse L. de Souza.
Para o especialista, a entidade acumula uma demanda de processos de uma relação que deveria ser apenas privada, entre jogador e o respectivo agente, provocando atraso de julgamentos de ações que envolvem diretamente questões relacionados ao futebol.
Leia abaixo a opinião na íntegra.
A Fifa nunca deveria ter regulamentado a atividade. A representação do jogador de futebol poderia se dar por meio de um contrato particular do atleta com o representante dele. Porque esse acordo estaria sujeito às normas de cada país. Isso diz respeito a uma relação privada de cada jogador com o respectivo procurador, agente, advogado...
Quando há um problema envolvendo agente, clube ou jogador, ele é julgado na primeira instância administrativa da Fifa antes de ir para o CAS. E quando isso acontece, na verdade, você atrasou e atrapalhou todas as outras ações. Se não houvesse isso, os outros casos seriam julgados mais rapidamente. Assim, as questões relacionadas diretamente ao futebol ficaram prejudicadas a partir do momento em que a Fifa abraçou a regulamentação da atividade.
A situação do agente nunca teve uma relação direta com o futebol e as questões da Fifa. Foi um erro que se corrige e a Fifa, portanto, volta atrás. É uma posição acertada.
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