Em pouco mais de dois meses, duas recusas para sair. A primeira, ao futebol árabe. A segunda, ao futebol chinês. A decisão sobre a permanência de Hernane veio após uma reunião com os dirigentes rubro-negros na madrugada de quarta para quinta-feira, logo depois da vitória por 3 a 1 sobre o Emelec. A proposta do clube chinês, porém, foi apresentada ao Flamengo na noite de segunda-feira.
Inicialmente, o negócio foi visto com otimismo. No dia seguinte – véspera do jogo contra o Emelec –, houve uma reunião entre o empresário de Hernane, Paulo Pitombeira, e dirigentes rubro-negros. A expectativa era pela assinatura de contrato com os chineses. Porém, por conta do histórico do Shangai em fazer dívidas recentemente – Drogba e Anelka saíram do clube com débitos – o agente aconselhou que o Flamengo exigisse uma garantia bancária para fechar negócio.
O dinheiro – cerca de três milhões de euros (R$ 9,6 milhões) não cairia imediatamente na conta. Demoraria cerca de dez dias. Mas o comprovante do depósito já seria suficiente para selar a negociação. Pois ele não veio e a desconfiança aumentou.
O diretor executivo, Paulo Pelaipe, procurou desconversar:
– O Flamengo desistiu por questões técnicas. Não foi pela falta de garantias, mas porque queremos um elenco forte para a Libertadores.
Quando recusou proposta do Al Jazira (EAU), em janeiro, Hernane teve o reajuste de 20% no salário, previsto para março, antecipado. Passou de R$ 120 mil para R$ 144 mil mensais. Agora, no entanto, não há previsão de aumento para o artilheiro, que, assim, mantém um sonho.
– A vontade do Hernane sempre foi a de permanecer. Ele quer muito ajudar o clube a vencer essa Libertadores – avisou Paulo Pitombeira.
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