A situação de Bruno Henrique, atacante do Flamengo, ganhou novos contornos após a Procuradoria do STJD recorrer da decisão que o suspendeu por 12 jogos no Brasileirão de 2023. O jogador havia sido punido por forçar um cartão amarelo em duelo contra o Santos, atitude ligada a interesses de apostadores. Além da suspensão, ele foi multado em R$ 60 mil.
Na primeira instância, Bruno Henrique foi enquadrado no Artigo 243-A, que pune atos contrários à ética desportiva para influenciar resultados. Já a acusação pelo Artigo 243, que trata de atuar de forma deliberada contra seu time, acabou descartada.
A defesa do camisa 27 alegou que ele apenas seguiu uma estratégia orientada pelo Flamengo, visando ficar fora contra o Fortaleza e retornar em duelo decisivo com o Palmeiras. Porém, a Procuradoria rebateu, destacando que Bruno teria avisado seu irmão, Wander, sobre a intenção de tomar o cartão, o que geraria benefício pessoal e afetaria a imagem do jogador como ativo do clube.
No recurso, o órgão pede que o Artigo 243 volte a ser analisado. Caso a condenação seja ampliada, Bruno Henrique corre risco de suspensão de até dois anos. A Procuradoria alega que manter a pena atual poderia transmitir sensação de impunidade e abrir brechas para novos casos semelhantes.
Enquanto isso, o Flamengo também recorreu em 9 de setembro, buscando efeito suspensivo para que o atacante siga à disposição. Assim, Bruno Henrique poderá jogar até que a decisão em segunda instância seja definida.
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