As declarações de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, voltaram a agitar o cenário do futebol brasileiro. Em entrevista ao portal UOL, o dirigente rubro-negro criticou o recente acordo de empréstimo de R$ 80 milhões firmado entre o Vasco da Gama e a Crefisa, levantando dúvidas sobre a moralidade e possíveis conflitos de interesse na negociação. ???
Bap insinuou que a exigência de 10% das ações da SAF vascaína como garantia do empréstimo poderia esconder uma tentativa de aproximação entre o Vasco e o grupo ligado à empresária Leila Pereira, presidente do Palmeiras. O dirigente questionou o modelo da operação e afirmou que, em qualquer transação financeira, é comum o uso de garantias reais — não participações acionárias.
Segundo ele, mesmo que o acordo não seja ilegal, o fato de ter sido anunciado logo após a derrota do Vasco para o Palmeiras tornaria o caso, no mínimo, “moralmente questionável”. ??
A resposta cruzmaltina veio em tom firme: o Vasco publicou uma nota oficial de repúdio, classificando as falas de Bap como “insinuações irresponsáveis e completamente desconexas da realidade”. O clube reafirmou sua postura ética e sugeriu que o dirigente do Flamengo tenta desviar o foco de problemas internos no próprio Rubro-Negro.
A polêmica reacende o debate sobre os limites da influência empresarial no futebol brasileiro. A Crefisa, que deixou de ser patrocinadora máster do Palmeiras no início de 2025, segue envolvida em grandes movimentações no mercado — e agora, com o nome novamente no centro de uma rivalidade de bastidores. ?
Bap, conhecido por suas opiniões fortes, pode ter aberto mais uma frente de tensão entre os clubes. E no calor da disputa dentro e fora de campo, o Flamengo segue sob os holofotes, seja pelas atuações ou pelas declarações de seus dirigentes.
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