O pediatra Celso Barros, 62 anos, foi eleito na semana passada para mais um mandato à frente da Unimed-Rio, empresa que patrocina e tem grande influência sobre o futebol do Fluminense. Dias antes da eleição, Barros falou por telefone a este blog sobre o desfecho do Campeonato Brasileiro do ano passado.
Qual é sua opinião sobre a guerra jurídica que virou o Campeonato Brasileiro de 2013?
Claro que não é bom. Mas existe um regulamento. E esse regulamento tem que ser cumprido, senão vale qualquer coisa. Se pode escalar o jogador irregular, então vale tudo. A Justiça Desportiva tem que prevalecer. A Justiça Comum é um direito, mas tem que se manter a Justiça Desportiva. Senão, perde totalmente o sentido. Acho que o regulamento não foi cumprido por esses clubes [Flamengo e Portuguesa], e a decisão foi de 13 votos a zero. Não é agradavel, claro, o ideal é que não tivessem escalado errado e vencido no campo.
Muita gente associou o caso a outras viradas de mesa que beneficiaram o Fluminense. O sr. acha justa essa associação?
São fatos diferentes. Não vejo nesse nenhuma relação. Se não me engano, o Fluminense ganhou uma Série C, e então criou-se a Copa João Havelange. Eu não participei disso. Como não participamos agora. O Fluminense não se envolveu nisso - apenas no julgamento, como terceiro participante… Mas é uma discussao que não leva a lugar nenhum.
O sr. acha que o Fluminense deveria jogar a segunda divisão em 2014?
Para qualquer clube que esta na Série A, ir para a Série B não é bom. Não tivesse acontecido esse fato [das punições a Flamengo e Portuguesa], jogaríamos a Série B. E nosso patrocinio estaria mantido.
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