Clima de confraternização? Torcidas de Flamengo e Medellín trocam camisas em ato de amizade
O jogo entre Flamengo e Independiente Medellín foi cancelado após invasão de campo e protestos violentos. A Conmebol analisa W.O. e vitória rubro-negra por 3 a 0.
O Flamengo viveu uma noite de tensão atípica na Colômbia. O duelo contra o Independiente Medellín, que prometia ser o ponto alto da rodada no Estádio Atanasio Girardot, durou apenas três minutos. O que se viu depois foi o colapso da segurança: uma invasão massiva da torcida local forçou o cancelamento imediato da partida. No entanto, nos bastidores, o relato de quem estava na arquibancada contesta a ideia de uma guerra entre torcidas; o alvo do ódio era a própria gestão do clube colombiano.
Eric Barceleiro, torcedor rubro-negro presente no estádio, confirma que o clima entre os fãs era de cordialidade, com trocas de camisas e conversas pacíficas. O impasse era estritamente interno. A torcida do Medellín, em protesto contra sua diretoria, escolheu a vitrine da Libertadores para explodir. O resultado foi o caos: invasão de gramado e a interrupção abrupta de um espetáculo que sequer começou. A Conmebol agora reage e aciona sua Unidade Disciplinar para analisar o desastre.
Em jogo está a pontuação do grupo. O Flamengo admite que a situação é insustentável e cobra a aplicação do artigo 24.2 do Código Disciplinar da entidade. Caso a punição de W.O. seja ratificada, o Rubro-Negro herda a vitória por 3 a 0, disparando na tabela sem precisar suar a camisa. A decisão precisa ser rápida, já que a próxima rodada desafia o calendário em apenas duas semanas. Enquanto o tribunal não decide, o Fla reorganiza o elenco e embarca para Porto Alegre, tentando manter o foco no Brasileiro após a bagunça em solo colombiano.
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