Bruno é capa da Revista Placar (Foto: Reprodução SporTV)
Condenado a 22 anos de prisão por ser mandante do assassinato de Eliza Samudio, Bruno mantém vivo o sonho de voltar a jogar futebol profissionalmente. Com contrato firmado com o Montes Claros, de Minas Gerais, o ex-jogador do Flamengo busca retornar aos gramados baseado na lei brasileira que permite a todo preso trabalhar fora da prisão.
O pleito, no entanto, dificilmente se concretizará, segundo o jornalista Maurício Barros. Editor da Revista Placar, que entrevistou o ex-goleiro no presídio onde ele cumpre pena, Barros diz que a justiça não deve autorizar que o Estado gaste dinheiro com o aparato de segurança necessário para permitir que Bruno alterne entre sua cela e o campo.
- É um direito de todo preso pleitear poder trabalhar fora, desde que tenha contrato. Mas é improvável que isso seja aprovado pela justiça. Ele tem um contrato com o Montes Claros, de R$ 1430 por mês e acredita que conseguirá essa liberação. O Estado teria que dar todo um aparato para ele deixar a cadeia e ir até o clube. Não dá para justificar isso, pois têm muitas outras prioridades para investir - disse no "Redação SporTV".
Barros destacou que o público possui um interesse especial por casos policiais, e isso levou a revista a tentar entender como seria possível um ex-goleiro condenado por ser mandante de um assassinato voltar a jogar futebol. A entrevista de Bruno é a primeira a um veículo impresso
- O Bruno é um jogador que foi envolvido no crime mais notório do futebol brasileiro. Isso despertou algo na redação. Será que é previsto em lei ele trabalhar? Isso não significa apoiar e dizer que ele é inocente, mas fomos lá contar como é a vida dele na cadeira. O repórter negociou a entrevista com o advogado, e nossa equipe entrou no presídio de Contagem.
O jornalista conta que Bruno aproveita a maior parte do seu tempo na cadeia trabalhando, já que pode abater um dia da pena a cada três de trabalho.
- O Bruno recebe a visita da Ingrid, sua mulher, todo sábado. Procura trabalhar bastante, é o que ele conta. Costuma costurar bolas na prisão, o que é um ofício tradicionalmente feito na cadeia. Ele diz que, depois que começou a costurar bola, viu que o jogador que coloca a culpa na bola é porque tem problema técnico mesmo. Estava capinando antes da entrevista, chegou todo sujo. Ele se diz muito religioso, virou evangélico e recebe muitas cartas de torcedores e procura responder a todas.
Postado por
Karin Franco de Meireles Mott
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17077 visitas - Fonte: Globoesporte
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