O capítulo mais recente da novela envolvendo a busca do Rubro-Negro por um ponta de peso ganhou contornos dramáticos nos bastidores e coloca o planejamento financeiro do clube totalmente em jogo. A negociação entre o Flamengo e o Zenit pela contratação do atacante Luiz Henrique está momentaneamente suspensa. Mesmo após a diretoria russa sinalizar com uma flexibilização nos prazos de pagamento, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP, decidiu manter a oferta original sem ceder a pressões.
A postura irredutível da alta cúpula carioca reage ao receio de estourar o orçamento do futebol em 2026. A diretoria contesta os valores exigidos do Leste Europeu e admite que os 25 milhões de euros apresentados — com parcelas iniciando apenas em 2027 — representam o teto máximo que a instituição pretende desembolsar nesta janela.
— A necessidade de manter a saúde do clube nos desafia diante de valores tão altos. A diretoria admite o valor técnico do atleta, mas a responsabilidade orçamentária nos cobra firmeza. Não há nenhum acordo travado fora dos nossos limites; se não houver recuo do outro lado, buscaremos alternativas — dispara o ambiente de bastidores do Ninho do Urubu.
Do outro lado, os russos alteraram a forma de cobrança, mas mantiveram a pedida fixa de 35 milhões de euros (podendo bater 40 milhões em metas). O cenário gerou um intransponível impasse: enquanto o Zenit exige um montante maior para liberar o ponta avaliado em 40 milhões de euros, o Flamengo se recusa a dar um passo além.
Com o relógio correndo contra o fechamento da janela de transferências e a proximidade das oitavas de final da Copa Libertadores, o fator tempo cobra decisões rápidas. O Flamengo confirma que observa a movimentação sem desespero e que, caso o Zenit não diminua as pedidas, o foco será redirecionado para outros alvos do mercado.
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