22/9/2026 16:53

José Boto dispara contra plano da CBF para estrangeiros: "Vai abaixar a qualidade"

José Boto, diretor do Flamengo, critica redução de estrangeiros aprovada pela CBF no Brasileirão e defende o fim do limite de 12 jogos para trocas na Série A.

José Boto dispara contra plano da CBF para estrangeiros: Vai abaixar a qualidade
A aprovação do plano da CBF que encolhe gradualmente a cota de atletas estrangeiros a partir de 2027 abriu uma crise aberta nos bastidores do futebol nacional. Na linha de frente da oposição à nova diretriz, o diretor de futebol do Flamengo, o português José Boto, subiu o tom contra o desenho aprovado no colégio de clubes e alertou para uma desvalorização técnica imediata da Série A.

Para o dirigente rubro-negro, fechar as portas para o mercado externo não vai segurar as revelações nacionais — pelo contrário. Boto argumenta que o fluxo de saída precoce de jovens promissores para o futebol europeu seguirá inalterado, forçando as diretorias a preencherem as lacunas com peças de menor refino técnico e derrubando a competitividade do produto doméstico frente a outros centros internacionais.

O cronograma chancelado pela entidade máxima prevê uma redução escalonada para preservar os vínculos contratuais em vigor. Hoje autorizados a relacionar até nove gringos por partida, os clubes verão a cota cair para oito em 2027, até a trava final de cinco estrangeiros por súmula em 2030. No pleito oficial, apenas Flamengo e Bahia votaram expressamente contra a mudança.

Ao contestar o pacote, o executivo da Gávea aproveitou o debate para cobrar uma reforma profunda no regulamento interno de transferências: a derrubada da barreira que proíbe atletas de defenderem outra equipe nacional após completarem 12 aparições no campeonato. Segundo Boto, a restrição não encontra paralelo no futebol global, engessa o mercado de meio de temporada e drena recursos que poderiam circular e se fortalecer dentro do próprio ecossistema brasileiro.

A cartilha da CBF mexe ainda na formação dos plantéis para dar espaço à base. Já a partir do próximo ano, as equipes poderão registrar até 50 jogadores no Brasileirão, com a exigência de que ao menos 20 tenham no máximo 23 anos. A projeção desenhada pela confederação é atingir uma divisão paritária até 2030, fixando 25 vagas de idade livre e 25 restritas a jovens talentos, mantendo acesa a disputa política entre os clubes nas próximas reuniões de conselho técnico.

Postado por - 43 visitas - Fonte: Torcida Flamengo


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