24/9/2026 17:43
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Fim das bets faz clubes cobrarem socorro ao Governo com aval da CBF
Sob risco com restrições às bets, clubes das Séries A e B negociam socorro com o Governo Federal via linha de crédito no BNDES para abater dívidas.
O cerco iminente do Governo Federal às operadoras de apostas abriu uma frente de negociação urgente nos bastidores de Brasília. Diante da possibilidade de uma Medida Provisória que trave ou limite drasticamente o mercado de bets no país, clubes das Séries A e B se articularam para cobrar um socorro financeiro oficial. A proposta central colocada na mesa prevê a criação de uma linha de crédito especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desenhada com taxas inferiores às do mercado bancário tradicional para amortizar dívidas sufocantes e financiar obras estruturais.
A articulação política conta com a mediação direta da CBF, que atua como ponte junto ao Ministério do Esporte. A expectativa, contudo, é de que as conversas só ganhem ritmo formal de deliberação após o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro. Ao contrário de modelos antigos de refinanciamento, como o tradicional Refis, o plano não se limita ao passivo tributário: o dinheiro liberado pelo banco estatal teria como contrapartida obrigatória a liquidação de pendências de curto prazo e investimentos em centros de treinamento e estádios — alternativa que contempla agremiações que mantêm as contas em dia.
A corrida pelo fôlego financeiro tem sido encabeçada diretamente pelos presidentes Osmar Stabile, do Corinthians, e Alessandro Barcellos, do Internacional. As duas potências convivem com caixas estrangulados e punições de transfer ban ativas na Fifa, que impedem novos registros de atletas. Para dar estofo técnico à demanda, as diretorias recorreram a Pedro Daniel, atual CEO do Atlético-MG e ex-executivo da consultoria EY, que elaborou um estudo detalhado sobre o fluxo de endividamento da bola no Brasil.
Na mesa de diálogo com as autoridades, os dirigentes utilizam o novo regulamento de Fair Play Financeiro, que passou a vigorar nesta temporada, como escudo para atestar credibilidade. A tese é de que o aporte federal não significará dinheiro a fundo perdido, mas sim um empréstimo concedido sob diretrizes mais duras de governança e controle de gastos.
O fator determinante para a pressa, porém, é a sobrevivência dos contratos comerciais. As plataformas de apostas injetam aproximadamente R$ 1 bilhão por ano apenas nos patrocínios máster da Série A. Sem uma transição gradual para eventuais restrições governamentais, as cúpulas do futebol alertam que a quebra repentina desses vínculos colocará em risco a liquidez operacional de boa parte dos times da elite nacional.
A articulação política conta com a mediação direta da CBF, que atua como ponte junto ao Ministério do Esporte. A expectativa, contudo, é de que as conversas só ganhem ritmo formal de deliberação após o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro. Ao contrário de modelos antigos de refinanciamento, como o tradicional Refis, o plano não se limita ao passivo tributário: o dinheiro liberado pelo banco estatal teria como contrapartida obrigatória a liquidação de pendências de curto prazo e investimentos em centros de treinamento e estádios — alternativa que contempla agremiações que mantêm as contas em dia.
A corrida pelo fôlego financeiro tem sido encabeçada diretamente pelos presidentes Osmar Stabile, do Corinthians, e Alessandro Barcellos, do Internacional. As duas potências convivem com caixas estrangulados e punições de transfer ban ativas na Fifa, que impedem novos registros de atletas. Para dar estofo técnico à demanda, as diretorias recorreram a Pedro Daniel, atual CEO do Atlético-MG e ex-executivo da consultoria EY, que elaborou um estudo detalhado sobre o fluxo de endividamento da bola no Brasil.
Na mesa de diálogo com as autoridades, os dirigentes utilizam o novo regulamento de Fair Play Financeiro, que passou a vigorar nesta temporada, como escudo para atestar credibilidade. A tese é de que o aporte federal não significará dinheiro a fundo perdido, mas sim um empréstimo concedido sob diretrizes mais duras de governança e controle de gastos.
O fator determinante para a pressa, porém, é a sobrevivência dos contratos comerciais. As plataformas de apostas injetam aproximadamente R$ 1 bilhão por ano apenas nos patrocínios máster da Série A. Sem uma transição gradual para eventuais restrições governamentais, as cúpulas do futebol alertam que a quebra repentina desses vínculos colocará em risco a liquidez operacional de boa parte dos times da elite nacional.
Postado por
Enzo
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28 visitas - Fonte: Torcida Flamengo
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