29/9/2026 18:04
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Clubes ameaçam parar o Brasileirão e ida ao STF contra o fim das bets
Clubes boicotam reunião com o governo, acionam o STF e ameaçam paralisar o Brasileirão para exigir prazo de transição após proibição das casas de apostas.
A insatisfação com a canetada do Palácio do Planalto descambou para uma rebelião aberta nos bastidores da bola. Na noite desta segunda-feira (28), dirigentes dos principais clubes do futebol brasileiro articularam uma contraofensiva radical para tentar travar ou atenuar a medida provisória que baniu as casas de apostas no país. Diante do abismo financeiro que se desenha com o fim repentino dos contratos de patrocínio máster, os cartolas colocaram na mesa a cartada mais extrema: a possibilidade real de paralisar o Campeonato Brasileiro.
A ameaça de greve coletiva começou a circular em mensagens e telefonemas urgentes durante a costura de um boicote a uma reunião com representantes do governo federal, marcada para esta terça-feira (29). O encontro foi formalmente cancelado depois que a maioria esmagadora dos presidentes avisou que não pisaria em Brasília. O movimento grevista, caso avance, mira dois alvos bem definidos: enquadrar o Planalto para conceder um período de transição de seis meses a um ano para o encerramento da publicidade das bets e arrastar a CBF — até então inerte na crise — para o centro do tiroteio político.
A pressão surtiu efeito imediato na confederação. Também nesta terça-feira, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut), entidade de forte alinhamento com a cúpula da CBF, protocolou um pedido formal no Supremo Tribunal Federal (STF) para atuar no processo aberto pelas operadoras contra a MP presidencial. Nos corredores da bola, o movimento foi lido como a entrada definitiva da entidade que comanda o futebol brasileiro na trincheira contra a medida.
O racha com o governo atraiu inclusive agremiações historicamente próximas ao Planalto. Foi o caso do Corinthians, que lidera as tratativas com a Caixa Econômica Federal para quitar o financiamento da Neo Química Arena e pleiteia socorro via linhas de crédito público a juros baixos para rolar dívidas operacionais.
Embora o Ministério da Fazenda ainda mantenha a oferta de financiamentos facilitados para amortecer o tombo, os dirigentes rechaçam o pacote como saída única. A alegação de bastidor é que empréstimo bancário não substitui dinheiro na conta: a maioria dos clubes depende das cotas contratuais das apostas para honrar a folha salarial de 2026 e fechar o balanço, sob risco de inviabilizar o planejamento orçamentário de 2027 antes mesmo do início da próxima temporada.
A ameaça de greve coletiva começou a circular em mensagens e telefonemas urgentes durante a costura de um boicote a uma reunião com representantes do governo federal, marcada para esta terça-feira (29). O encontro foi formalmente cancelado depois que a maioria esmagadora dos presidentes avisou que não pisaria em Brasília. O movimento grevista, caso avance, mira dois alvos bem definidos: enquadrar o Planalto para conceder um período de transição de seis meses a um ano para o encerramento da publicidade das bets e arrastar a CBF — até então inerte na crise — para o centro do tiroteio político.
A pressão surtiu efeito imediato na confederação. Também nesta terça-feira, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut), entidade de forte alinhamento com a cúpula da CBF, protocolou um pedido formal no Supremo Tribunal Federal (STF) para atuar no processo aberto pelas operadoras contra a MP presidencial. Nos corredores da bola, o movimento foi lido como a entrada definitiva da entidade que comanda o futebol brasileiro na trincheira contra a medida.
O racha com o governo atraiu inclusive agremiações historicamente próximas ao Planalto. Foi o caso do Corinthians, que lidera as tratativas com a Caixa Econômica Federal para quitar o financiamento da Neo Química Arena e pleiteia socorro via linhas de crédito público a juros baixos para rolar dívidas operacionais.
Embora o Ministério da Fazenda ainda mantenha a oferta de financiamentos facilitados para amortecer o tombo, os dirigentes rechaçam o pacote como saída única. A alegação de bastidor é que empréstimo bancário não substitui dinheiro na conta: a maioria dos clubes depende das cotas contratuais das apostas para honrar a folha salarial de 2026 e fechar o balanço, sob risco de inviabilizar o planejamento orçamentário de 2027 antes mesmo do início da próxima temporada.
Postado por
Enzo
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46 visitas - Fonte: Torcida Flamengo
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