Cléber Santana faz o estilo zen. Na reserva, o jogador, um dos mais experientes do grupo, não se acomoda, mas evita o enfrentamento. Desde que chegou ao Flamengo, ele tem como marca a serenidade, dentro e fora de campo. Contratado em setembro, enfrentou o risco de rebaixamento, salários atrasados e incerteza sobre a sua permanência sem reclamar. Agora, também sem queixas, quer reconquistar seu espaço com boas atuações.
“Conturbar o ambiente não leva a nada. Ser jogador-problema também não leva a nada. Sou experiente, tenho 32 anos. Tenho que fazer o meu melhor. Só jogam 11 num grupo de 30. É difícil para o treinador. Eu quero jogar, mas respeito”, diz o meia.
Nos primeiros dias de pré-temporada, Cléber Santana treinava com o grupo de jogadores que precisavam de um período maior de preparação. Além disso, o esquema com três atacante dificultou a sua entrada no time.
Mas ele tem ganhado espaço. Além de sempre ser chamado para as reuniões entre a comissão técnica e titulares, entrou nas últimas quatro partidas. E em todas as vezes teve a atuação elogiada.
Contra o Volta Redonda, participou do gol da vitória. Diante do Vasco, marcou o terceiro do time, numa bomba de fora da área. E, depois de outra boa partida frente ao Nova Iguaçu, voltou a deixar a sua marca nas redes adversárias na vitória sobre o Friburguense. Para o meia, o desempenho acima do esperado dele e do time não chega a surpreender.
“Sabemos do nosso potencial e estamos conseguindo botar isso para fora. Quando o time está bem fisicamente, o coletivo começa a render mais e as coisas começam a dar certo”, pondera Cléber.
Postado por
Angélica
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1789 visitas - Fonte: o dia
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