Em 2007, logo depois de perder a final do Campeonato Paulista, no comando do São Caetano para o Santos, o técnico Dorival Júnior assumiu o Cruzeiro, que tinha perdido a final do Mineiro para o Atlético-MG. Em menos de uma semana, o time celeste estrearia no Brasileirão, contra o Fluminense, no Maracanã. Logo em seu primeiro treino na Toca da Raposa, um jogador chamou a sua atenção: o volante Ramires. E, para o técnico Dorival Júnior, apostar no meio-campista foi o maior acerto de sua carreira.
- O Ramires estava para ser liberado, emprestado ou devolvido ao Joinville. Foi a maior tacada da minha carreira, pelo imediatismo. Eu estava chegando do São Caetano e pedi para o Emerson Ávila (que era o técnico interino) escalar duas equipes. O Ramires estava no segundo time. Com 15 minutos de treino, eu chamei o Ivan (Izzo, seu auxiliar) e falei: "Aquele 'rapazinho' vai mudar a equipe". Mas o técnico não descobre o jogador, só dá a oportunidade para o jogador aparecer. Nós tivemos a felicidade de observar o Ramires e, felizmente, deu certo - disse o técnico, no "Redação SporTV".
Dorival Júnior comandou o Cruzeiro durante todo o Brasileirão de 2007. Terminou na quinta posição, conquistando uma vaga na Taça Libertadores. No entanto, Adílson Baptista foi o treinador na temporada seguinte. Hoje no Flamengo, Dorival acredita que observar as categorias de base é obrigação de todos os treinadores.
- O trabalho do treinador é fazer com que o clube gaste o mínimo possível para montar o elenco. Desde o Figueirense, meu primeiro trabalho como técnico, foi assim. Tivemos o Felipe Luis e o André Santos. Depois, coincidentemente, os dois foram para a seleção brasileira no mesmo instante (em 2009). Eu sempre procuro a base, porque são jogadores que têm mais "apetite", mais identificação com o clube.
No entanto, na sua opinião, os clubes estão encontrando dificuldades para manter suas revelações em seus elencos principais.
- Hoje o empresário manda no atleta. A lei não permite o clube fazer um contrato maior que três anos. Quando o garoto desponta, o contrato está quase acabando. Aí, começam as propostas, e o clube formador não tem como fazer um vínculo maior. É um erro na legislação que está penalizando os clubes.
Postado por
Thiago dos Reis
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2889 visitas - Fonte: Globo Esporte
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