Três vitórias seguidas, 12 pontos em 15 disputados e o sentimento de temor da torcida já começa a dar lugar ao otimismo exacerbado. Mas Luxemburgo quer calma. E não abandona o discurso de que seu time é de carregadores de saco de cimento. O termo fez sucesso e já ganhou adeptos até mesmo entre os jogadores.
— Foi mais uma bela vitória. Todo mundo soube ser humilde e reconhecer que a gente precisa se entregar e botar o saco de cimento nas costas. Todo mundo está de parabéns, com o dever cumprido — disse o capitão Leo Moura na saída do campo.
Leo Moura, autor de um dos gols da virada, aderiu ao discurso do ‘saco de cimento’ Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
Para Luxa, ser um carregador de sacos de cimento está longe de ser um demérito. Segundo ele, ao reconhecer isso seu time luta mais do que os outros.
— Essa equipe pode crescer muito se entender que sua grande virtude é trabalhar. Não temos jogadores que outras equipes têm. Isso é uma virtude se pudermos trabalhar em cima disso.
O maior adversário neste momento, para ele, é justamente o oba-oba pelos bons resultados. Para que os pés dos jogadores e dos torcedores não saiam do chão ele faz sempre questão de lembrar o peso que o Flamengo carrega nas costas.
— Nós não temos que mostrar nada para ninguém. Caminhando com o saco de cimento nas costas vamos fazer a coisa crescer gradativamente. Você vai do céu ao inferno em 90 minutos. Meus jogadores venceram, estamos com 19 pontos e estamos mais na frente. Mas sabemos que ainda falta muito.
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