Bandeira de Mello não admite que a FERJ determine o preço dos ingressos (Foto: Ricardo Ramos/LANCE!Press)
Os clubes cariocas, Flamengo e Fluminense, rivais dentro de campo, se uniram fora dele para protestar contra os preços dos ingressos, além das medidas estipuladas para venda e relacionadas à meia-entrada universal para as partidas do Campeonato Carioca. Parceira na luta contra as medidas, a Concessionária Maracanã, empresa responsável pelo estádio, também se juntou aos dois times. Em nota oficial, o trio divulgou o motivo do protesto.
- A Concessionária Maracanã, o Clube de Regatas do Flamengo e Fluminense Football Club juntos vêm a público reafirmar o compromisso com a transformação do futebol brasileiro. Acreditamos no potencial do futebol brasileiro em se tornar uma atividade próspera, grandiosa e relevante para a sociedade e para a economia nacional. Para tal, é indispensável que preceitos básicos como cumprimento de contratos, liberdade, responsabilidade fiscal e financeira sejam respeitados - afirmou a aliança.
A medida das três partes é relacionada ao tabelamento de preços que a FERJ (Federação do Estado do Rio de Janeiro) divulgou para o Campeonato Carioca, no qual os valores poderiam varias entre R$ 10 e R$ 100, sendo válido a utilização do benefício de meia-entrada universal em todos os ingressos. Ou seja, o mais caro (R$ 100) custaria R$ 50 para os beneficiados.
Além do protesto contra os preços, o comunicado também faz questão de frisar sobre a localização fixa das torcidas no estádio, já que em primeira instância, quando os clubes negociaram com a Concessionária, o Flamengo ficaria em seu lado de origem (esquerdo) e o Fluminense com o lado direito. Porém, históricamente, o lado fixo do Vasco é o direito, e o clube Cruz-Maltino exige que o seu lado seja preservado, já que conquistou esse direito ao ser o primeiro campeão do Maracanã.
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