O ditado “quem muito fala pouco faz” não se aplica a Jorginho. Ainda apresentando a sua filosofia ao elenco, o técnico do Flamengo quer os jogadores mais falantes em campo e foi prontamente aceito em seu terceiro treino. Além de repetir a escalação e manter o foco nos toques rápidos, o comandante viu um grupo vibrante e muita cobrança, algo que achava que faltava.
Aos poucos a filosofia de trabalho do técnico começa a mudar o comportamento do grupo. O desejo de Jorginho era ver todo o time na mesma sintonia, comunicando-se constantemente. E o falatório foi intenso, até da comissão técnica ao longo de cerca de 24 minutos de trabalho tático, dividido em quatro tempos de seis minutos e disputado em ritmo intenso na metade do campo.
“Estou gostando, todo mundo está falando muito”, elogiou Jorginho, esperando a mesma postura nos jogos.
Até mesmo jogadores mais calados se renderam à nova filosofia.
“O grupo está assimilando bem e esperamos evoluir. Jorginho detectou que a gente se comunicava pouco e pediu para conversarmos mais, para a gente se cobrar. É bom, ficamos mais atentos, corrigimos o posicionamento. Em determinadas situações faltava isso”, admitiu João Paulo, que se viu obrigado a falar também.
ESFORÇO DEFENSIVO
Em campo, Jorginho repetiu o time e priorizou o toque de bola em espaço reduzido. Mas outra preocupação é compactar o time para proteger a defesa, já que a formação não tem jogadores de marcação no meio. Elias, que terá de marcar mais, pediu sacrifício de todos.
“Jorginho tem método de treino que se assemelha à Europa. Curto, rápido e intenso. Em campo vai ser um trabalho de equipe. Os pontas vão ter que voltar para marcar. Hoje não temos um volante fixo, todos precisam se aproximar”.
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