Morro da Viúva: reintegração após invasão (Foto: Vicente Seda / Globoesporte.com)
O Flamengo obteve nesta quinta-feira, na 36ª Vara Cível, uma liminar deferida pelo juiz Leonardo Alves Barroso, determinando a reintegração de posse proposta diante da invasão da sede do Morro da Viúva. A medida pretende, de acordo com o clube, resguardar o patrimônio, uma vez que a REX, braço imobiliário do grupo EBX, de Eike Batista, que arrendou o imóvel para construção de um hotel, foi diversas vezes notificada sobre abandono e falta de segurança suficiente no local. Segundo o diretor jurídico Bernardo Accioly, somente um vigia fazia o controle de noite.
Accioly destacou que a reintegração de posse não significa rescisão com a REX, apesar do atraso nas obras. Mas é um novo cenário favorável ao Flamengo, na visão do advogado, que cobrou uma mudança de postura da empresa.
- Rescisão é complexo, a gente tem um contrato válido. Isso nos ajuda a questionar a posse deles, mas não nesse momento exato. Eles vão ser intimados disso. A decisão resguarda os direitos do contrato de locação. Eles têm de demonstrar interesse. Acompanhar esse processo de remoção, estar lá com o contrato debaixo do braço.
O diretor jurídico afirmou que o fato demonstrou que a empresa não tem condição de manter a guarda do imóvel.
- O que aconteceu nessa semana foi um fato gravíssimo. Mostrou que eles não têm condição nem de manter a guarda do imóvel, era um segurança a noite e o Flamengo notificou diversas vezes a REX sobre isso.
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