Presidente espera apoio da CBF
Foto: Divulgação / site do Flamengo
O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, afirmou que uma ajuda da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na resolução dos problemas que Flamengo e Fluminense estão enfrentando com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) seria muito bem vinda.
“O Flamengo está rompido com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Estamos tentando trabalhar uma solução, e se a CBF puder nos ajudar nesse sentido, é claro que será muito bem-vinda a ajuda”, disse Eduardo, após a cerimônia de posse do novo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.
As equipes estão rompidas com a Federação estadual desde o início do ano por conta de preços dos ingressos. Depois, outros incômodos foram se acumulando. Até o técnico Vanderlei Luxemburgo criticou a entidade, e por isso recebeu dois jogos de suspensão. No clássico Fla-Flu, os jogadores chegaram a tapar a boca com as mãos antes da partida, em forma de protesto.
MP 671
A medida provisória que trata do parcelamento das dívidas dos clubes não foi bem aceita pelas equipes, que reclamam, inclusive, de perda de autoridade. No documento, muitas contrapartidas são exigidas, como publicar balanços contábeis auditados, pagar em dias as obrigações tributárias, trabalhistas e direito de imagem, criar departamento de futebol feminino, entre outras.
“Em relação à MP 671 eu tenho a esperança de que se consiga chegar a uma solução que atenda todo mundo. Se as partes cederem, eu tenho quase certeza de que é possível chegar a um final feliz”, comentou o presidente do Flamengo, apesar do Ministro do Esporte, George Hilton, ter afirmado que é quase impossível uma mudança no texto.
De acordo com a MP, os clubes que não se enquadrarem nas exigências perdem o oportunidade de refinanciamento das dívidas. Eduardo ainda acredita em uma reviravolta na situação.
“Acho que a gente já vem discutindo com a CBF há muito tempo. Acho que existe um espaço para que o produto final seja do agrado da CBF, dos clubes, dos jogadores, da sociedade como um todo, do Ministério da Fazenda. Sou otimista, é possível, se todo mundo ceder e não houver radicalismos, se chegar a uma solução que seja boa para todo mundo”, finalizou.
Postado por
Marcos Shin
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965 visitas - Fonte: Band
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