O governo do Estado do Rio de Janeiro praticamente selou a continuidade da Odebrecht na gestão do Maracanã. Descartou uma nova licitação ou dar a concessão do estádio para os clubes Flamengo e Fluminense. E a proposta do governo para a permanência da concessão é que seja investido em torno de R$ 120 milhões cerca de um quinto do total previsto inicialmente.
A concessão do Maracanã ficou sob risco porque o governo do Estado decidiu preservar o Parque Julio Delamare e o Célio de Barros. Assim, a construtora pediu uma readequação do contrato que previa um investimento inicial de R$ 594 milhões. Seu argumento é que houve uma queda grande no potencial de arrecadação do estádio sem a possibilidade de fazer um shopping no local. A intenção da Odebrecht é gastar apenas R$ 90 milhões, o governo quer um pouco mais.
"A FGV está terminando o reequilíbrio do contrato de concessão. O investimento deve ser de R$ 120 milhões. Esses valores são demonstrados em estudos. A concessionária havia proposta investir R$ 90 milhões", afirmou o secretário de governo, Leonardo Espíndola. "Nós temos um contrato com a concessionária. Não haverá licitação a não ser que ela não aceite pagar esse valor."
Para desemperrar a negociação, o governo do Estado só esperar fechar uma negociação com o Rio-2016 para tirar o Parque Julio Delamare da Olimpíada, que teriam provas preliminares de poló aquático no local. Com a saída da instalação, o investimento necessária na praça cai de R$ 60 milhões para R$ 30 milhões, o que facilitar o acordo com a Odebrecht.
Apesar do prejuízo da operação do Maracanã nas mãos da Odebrecht, o secretário considera que foi um ação bem sucedida fazer a concessão do estádio. Segundo ele, se isso não tivesse acontecido, o governo não teria de se desonerado do valor gasto com o local.
Com a proximidade de um acordo entre governo e construtora, está descartado que os clubes Flamengo e Fluminense assumam a operação do estádio de forma independemente como eles chegaram a propor. "Já temos um contrato de 30 anos com a Concessionária", justificou Espíndola.
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