Louco, ainda cantou, tocou lira, se regozijou e, deliciado, não parou em nenhum instante de observar sua “bela obra”.
Del Nero fez diferente e não esteve à altura de seu xará romano, aquele que até a mãe Agripina mandou matar.
Vendo a viola em cacos com Zurique em chamas, deu no pé.
Abandonou o campo, seu voto, seu amiguinho Blatter e o “pobre” ex-presidente da CBF, um monoglota octogenário.
Mentor político-esportivo do preso José Maria Marin, a quem usou como trampolim para assumir a presidência da CBF pós-Copa, Del Nero fugiu da Suíça e nem se lixou para o parceiro de “tantas lutas”.
Como advogado, tinha total obrigação de permanecer na Suíça, não para honrar seu cargo junto à Fifa, mas para apoio pessoal, moral e jurídico ao destruído Marin, sua obediência útil.
Del Nero era o arco e, Marin, a flecha.
O cartola Del Nero consultou o próprio advogado criminalista Dr. Del Nero e “os dois” acharam melhor optar pela fuga e não pela perigosa proximidade e “companhia” do FBI.
Mas nada adiantará porque a sangria, a CPI, as punições, acusações e o cargo perdido serão inevitáveis.
E J. Hawilla?
Tenho por ele enorme e tão reiterado agradecimento público em gratidão retroativa localizada entre os anos de 1999 e 2001.
Foram os três anos do “SuperTécnico” da Band!
Minha carreira tem dois marcos: até o “Terceiro Tempo” na Rádio Jovem Pan em 1982 e até o emblemático “SuperTécnico” do projeto Band-Traffic, na Rede Bandeirantes de Televisão, em 1999.
Ali, saí da Série B ou C para a Série A, permitam-me.
E quem criou o “SuperTécnico” foi a dupla de sócios J. Hawilla e Ruy Brisolla, falecido em 4 de setembro de 2001.
Óbvio que não se trata de defesa de ninguém, por tão inocente, inócua e desimportante que seria.
Réu confesso é o máximo da culpa consentida e provada.
Mas virar as costas, fingir e ignorar alguém que profissionalmente te fez tanto bem, nesta hora não difícil, mas perdida, é coisa de covarde, de oportunista e de ingrato.
E sempre cultuei que a “gratidão é a primeira virtude do homem e base de todas as demais”, como escreveu alguém.
Agora, com o prisioneiro Marin humilhado como jamais se viu no esporte do Brasil, que Del Nero suma do futebol, que o mundo esportivo-jurídico expulse Blatter da Fifa e que o governo brasileiro faça na CBF o mesmo que o FBI fez na Suíça: meter o pé e arrombar a porta.
No mais, parabéns para o Internacional que será campeão da Libertadores diante do fraco River Plate e que o Palmeiras volte a ser o que era: um time grande.
Coisa que o Cruzeiro não foi na quarta-feira.
Perdeu bovinamente no Mineirão por 3 a 0, mas sua torcida continua dormindo em paz depois de ter consumido todo o estoque do medicamento “Rivertril” das farmácias de MG.
Culpa dos cartolas azuis que trocaram por dinheiro raríssimo poder técnico de um timaço que dominou o futebol brasileiro em 2013 e 2014.
Optando pelo vil metal e não por títulos e história, o presidente do Cruzeiro fez o mesmo que Nero em Roma e o que fizeram Del Nero, Hawilla e Marin com suas biografias: tocou fogo na Toca da Raposa!
Mas sem aplicar, em MG, o 171 do Código Penal, o artigo de quem ama o errado.
Postado por
Marcos Shin
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1088 visitas - Fonte: Blog do Milton/UOL
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