Sabatinado por deputados na Câmara em Brasília, nesta terça-feira, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, admitiu a preocupação com a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao contratar o advogado criminalista José Roberto Batochio.
- A CPI está aberta. Seja lá quem for, tem que estar preparado. A CPI tem poderes fortes e as pessoas têm que estar protegidas. Todos nós temos direito de contratar advogados quando temos processo pela frente. No caso, é a CPI - disse Del Nero, na Comissão de Esporte.
Del Nero, no entanto, disse que não vai quebrar o próprio sigilo bancário e telefônico por livre e espontânea vontade.
- Temos que respeitar a Constituição. Se o judiciário entender que deve quebrar, vai ser quebrado. Por que vou quebrar? O que fiz de errado? Por que vou abrindo a conta assim? São particularidades da vida. Se tiver que abrir, o judiciário tem que pedir. Temos que obedecer o sagrado processo penal - afirmou o presidente da CBF, afirmando ainda que não tem ligação com a investigação das autoridades americanas:
- Essa do conspirador 12 eu não sei. Não tenho ideia. Eu tenho certeza que eu não sou - declarou, referindo-se a descrição do relatório do Departamento de Estado Americano que cita nessas condições membro da alta cúpula de CBF, Conmebol e Fifa.
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