Pedro Daniel, especialista em gestão esportiva e responsável pela área Esporte Total da consultoria BDO:
"Seria um grande avanço para o futebol brasileiro a migração dos clubes para sociedades empresariais por diversos motivos, entre eles, regras de governança e transparência, possibilidade de comercialização de cotas para investidores nos clubes, ampliação das fontes de receitas, maior responsabilidade do dirigente, etc.
O fato é que o regime especial de tributação inserido na MP 671 não cria uma situação igualitária de mercado, ou seja, tendo a mesma finalidade e enquadrados no mesmo core business, os clubes teriam tributações diferentes, ocasionando vantagem competitiva para os que permanecerem como entidades sem fins lucrativos.
Acredito que já tenha passado o momento dos clubes se enquadrarem em uma legislação tributária específica, pois estamos falando de um mercado de mais de R$5 bilhões.
Permaneço com a ideia de que o aumento gradativo da tributação (de associações sem fins lucrativos para sociedades empresárias desportivas profissionais) facilitaria a adaptação dos clubes nessa migração."
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