O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) entrou na terça-feira com uma nova ação judicial para suspender o processo de privatização do Maracanã. De acordo com o órgão, algumas obras previstas no edital da licitação do estádio e seus anexos não podem ser realizadas até que se tenha certeza que não causaram problemas para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016.
Essa é a segunda vez que o MP-RJ tenta barrar a privatização do Maracanã. No final do mês passado, o órgão, junto com o MPF (Ministério Público Federal) entrou com um pedido de decisão liminar alegando que o projeto de privatização o estádio precisava ser avaliado pelo BNDES e favorecia a IMX, empresa de Eike Batista. Ainda no final de março, a Justiça Federal decidiu que não cabia suspender a privatização pelos motivos apresentados.
Agora, o MP-RJ entrou com um novo pedido de liminar. Esse pedido ainda não foi analisado pela Justiça. Caso seja aceito, pode cancelar a sessão de licitação do Maracanã marcada para esta quinta-feira, às 10h. Na sessão, empresas interessadas vão apresentar suas propostas ao governo.
A privatização do Maracanã foi anunciada pelo governo no ano passado. Neste ano, foi publicado o edital de licitação, que prevê, entre outras coisas, a demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros, do Parque Aquático Julio Delamare e da Escola Municipal Friedenreich, que fica ao lado do estádio.
São justamente essas obras as questionadas pelos promotores em ação civil pública aberta nesta terça.
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