Guerrero treinou bem e volta ao time Foto: Gilvan de Souza
A volta por cima do Flamengo após a inesperada derrota para o Coritiba ficará na conta de Guerrero. O atacante chegou ontem à Brasília, treinou normalmente com os companheiros, e viaja com o grupo para o jogo contra o Atlético-MG, amanhã, em Belo Horizonte.
O jogador retorna depois de seis partidas, e o momento não poderia ser melhor. Após a sequência de vitórias em sua ausência, o time jogou mal diante de 70 mil torcedores no Mané Garrincha, fazendo o “caô” voltar. Missão para Guerrero resolver.
— Ele está tranquilo, ótimo. A movimentação dele no campo diz tudo. Está totalmente recuperado e pronto para voltar a jogar — atestou o técnico Oswaldo de Oliveira, sem confirmar quem deixará a equipe para o retorno do peruano.
Kayke é o favorito, já que entrou no lugar de Guerrero e foi bem até a partida contra o Coritiba.
O tropeço gerou um claro abatimento nos jogadores e no próprio comandante. Oswaldo, contudo, tratou de enaltecer o feito do Flamengo neste segundo turno, com seis vitórias seguidas, capazes de fazer o sonho de uma vaga para a Libertadores ser reeditado. As boas atuações que não se repetiram, mas o técnico lembrou o famoso bordão para que o time levante, sacuda a poeira e dê a volta por cima.
— Claro que ninguém vai dar gargalhada quando perde, fica todo mundo triste. Mas isso é uma convivência que temos que ter. O resultado do jogo não pode nos prejudicar para o próximo. Agora é sacudir a poeira — sentenciou.
Oswaldo admitiu que o clima de festa foi excessivo para o duelo com o Coritiba, e prometeu mais foco do grupo.
— Claro que interfere. Tem sido muita coisa fora do normal. Qualquer ser humano sente esse tipo de coisa, por mais experiente que seja. O fato é que nós temos que aprender a conviver com isso. Certamente estaremos melhor preparados.
O tempo para rearrumar a equipe é escasso. Guerrero se junta aos titulares hoje para a movimentação tática que antecede a próxima partida. Sem ele, o Flamengo criou uma alternativa de jogo sem segurar a bola no ataque, o que o peruano se via obrigado a fazer na época de Cristóvão. Oswaldo implementou movimentação constante, que Kayke fez bem.
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