O Maracanã viveu uma noite de "chopada" no retorno da comercialização da cerveja no estádio após sete anos de "lei seca". Na partida entre Fluminense e Palmeiras, válida pelo jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil, 32.587 latas foram vendidas, o que deu um total de aproximadamente 11.405 litros de cevada consumidos por tricolores e alviverdes.
Com um público de 34.895 presentes, a média de latas por torcedor foi de pouco menos de uma (0,93). E como cada cerveja foi vendida por R$ 7, a arrecadação total do Maracanã foi de R$ 228.109,00.
O Fluminense, que era o mandante da partida, porém, não colocará a mão em uma parte desta grana, já que em contrato firmado com o consórcio, não ficou estabelecida a participação nas vendas dos bares.
Os profissionais dos estabelecimentos comemoraram o crescimento do lucro com o retorno da gelada ao estádio.
"Foi uma loucura isso aqui. Fazemos em média R$ 2,5 mil em vendas. No jogo de hoje [quarta-feira] já tenho R$ 9 mil e ainda não terminei de contar. A cerveja vendeu muito, é impressionante. Chegaram 120 caixas de cerveja e sobraram vinte. O pessoal teve que trabalhar bastante", vibrou Roberto, gerente de um dos bares.
Na vitória do Fluminense por 2 a 1 sobre o Palmeiras, a cerveja comercializada pelo Maracanã foi a holandesa "Amstel". O consórcio definirá até esta sexta se a empresa permanecerá ou outra ocupará o espaço nos jogos do fim de semana.
A venda da bebida alcoólica nos estádios do Rio de Janeiro se iniciou na última terça-feira, no Engenhão, na partida entre Botafogo e Ceará pela Série B. No estádio alvinegro as latas encontradas nos bares era da "Brahma", a mesma que será vendida em São Januário.
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