A partida entre Atlético-PR e Flamengo, que acontece neste domingo, às 19h30, na Arena da Baixada, marcará o reencontro entre o Rubro-Negro carioca e o técnico Cristóvão Borges. Apesar de ter deixado a Gávea há três meses, o treinador ainda é um ponto de discórdia no clube e é visto como um dos grandes responsáveis pela má campanha do Fla no Brasileirão.
Cristóvão dirigiu a equipe por menos de três meses. Em 18 jogos, venceu oito, perdeu nove e empatou uma vez. Ele conviveu com críticas não só da torcida, mas também de dirigentes. Um dos defensores do comandante à epoca em que estava no Flamengo, o presidente Bandeira de Mello costuma dizer, nos batidores, que Cristóvão foi vítima de um "massacre" enquanto esteve no clube.
Os questionamentos começaram desde sua contratação, após a saída de Vanderlei Luxemburgo. Alguns dirigentes pleiteavam que o auxiliar Jayme de Almeida comandasse o time inteirinamente até que o técnico Oswaldo de Oliveira, então no Palmeiras, estivesse disponível. A maioria, porém, decidiu pela contratação de Cristóvão, que tornou-se alvo de críticas com menos de um mês de trabalho.
O presidente do clube e o diretor executivo de futebol, Rodrigo Caetano, tentaram segurar Cristóvão no cargo até quando foi possível. Os opositores do atual mandatário criticaram a demora em dispensar o treinador, e apontaram sua contratação como o principal erro da administração no Campeonato Brasileiro. Bandeira de Mello usa o argumento da profissionalização para se defender dos ataques em relação à passagem de Cristóvão Borges pela Gávea.
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