A Rua Cosmorama, em Mesquita, na Baixada Fluminense, voltará a respirar as cores vermelha e preta no caminho do Estádio Giulite Coutinho, após cinco anos. A confirmação de que o Flamengo — que não poderá contar com o Maracanã e o Nílton Santos — vai usar a instalação do America, com capacidade para 13.544 torcedores, em três jogos da primeira fase do Estadual, foi bem recebida por moradores e comerciantes, que vislumbram a oportunidade de lucro alto com a movimentação.
— É sempre bom, quanto mais torcedor melhor. Vai servir para acelerar as vendas do comércio local. Quero mais é que todos parem no meu bar — contou o comerciante Júlio César Lopes, de 56 anos.
Inaugurado em 2000, o Giulite Coutinho rapidamente se tornou uma opção para os clubes grandes do Rio. Porém, na história recente, o estádio foi esquecido pelas torcidas cariocas, principalmente com o rebaixamento do America, em 2011. No mesmo ano, o Flamengo jogou pela última vez no local, quando venceu os donos da casa por 3 a 1. Em 2015, o Fluminense foi o último grande a pisar naquele gramado: derrotou o Nova Iguaçu por 4 a 1, pelo Estadual.
— Isso será bom para os torcedores do Flamengo que moram na região. Muitos vão até o Maracanã para ver o time. Com certeza também irão ao Giulite Coutinho para prestigiar — contou o engenheiro Falconeri Borges, de 55 anos.
Morador de um condomínio em frente à entrada principal do estádio, o comerciante Carlos Teixeira da Silva, de 60 anos, já preparou a camisa e a bandeira do clube para o jogo contra o Boavista, no dia 30, às 19h30m.
— Sempre acompanhei o Flamengo em vários estádios. Porém, vê-lo perto de casa é melhor ainda — afirmou Carlos Teixeira.
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