O Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, o Profut, deu mais um importante passo para sua implementação. Um encontro nesta terça-feira definiu os apontados para integrar Autoridade Pública de Governança do Futebol (Apfut), órgão que atuará como agência reguladora do programa.
– Tivemos na reunião a participação dos conselheiros, que fizeram a apreciação dos nomes indicados pelas entidades da cadeia produtiva do futebol – explicou Rogério Hamam, secretário nacional de futebol.
A CBF, a CBC (Confederação Brasileira de Clubes) e o Bom Senso F.C foram algumas das entidades que fizeram indicações. O aspecto curioso - e possivelmente problemático - é que os nomes apontados divergem em muitas outras questões relativas ao futebol brasileiro. Enquanto a CBF indicou os presidentes Eurico Miranda (Vasco) e Modesto Roma (Santos), além de Lásaro Cândido, diretor jurídico do Atlético-MG, a CDC escolheu Eduardo Bandeira de Mello (Flamengo), Peter Siemsem (Fluminense) e Roberto de Andrade (Corinthians). É público que a relação entre os mandatários cariocas não é nada boa, assim como a da dupla Fla-Flu com a CBF.
Agora cabe ao Planalto, nas figuras da presidenta Dilma Rousseff e do ministro George Hilton, apontar quem serão os titulares e suplentes do colegiado.
– A prerrogativa dos nomes é nossa. Vou definir quem vai ficar na titularidade e na suplência e estamos aguardando a presidenta Dilma fazer a nomeação do presidente da Apfut – afirmou o ministro.
Inicialmente, a tendência é que apenas dois dos seis nomes citados sejam escolhidos. Será que os cartolas conseguirão deixar as diferenças de lado e trabalhar em prol do futebol brasileiro?
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