A uma vitória de assegurar a classificação à segunda fase do Campeonato Estadual, o Flamengo terá pela frente o Resende. O rival já foi uma pedra no sapato rubro-negro. Quando pisar o gramado do Raulino de Oliveira, neste domingo, às 17h, tudo o que os comandados de Muricy Ramalho terão de fazer é não repetir o enredo do dia 21 de fevereiro de 2009, quando a equipe do Sul Fluminense silenciou o Maracanã ao bater o favorito Flamengo por 3 a 1. O jogo valia pela semifinal da Taça Guanabara.
E o vilão daquela tarde de carnaval foi justamente um torcedor rubro-negro revelado pelo rival Vasco. Hoje no Cerezo Osaka, do Japão, o atacante Bruno Meneghel lembra com riqueza de detalhes a partida que mudou a sua sorte no futebol.
Autor de dois gols, ele foi o grande destaque alvinegro no jogo, e levou seu time à inédita final da Taça Guanabara — vencida posteriormente pelo Botafogo.
Ainda que os momentos sejam diferentes e não haja nenhum remanescente das duas equipes em campo hoje, Meneghel crê que o “milagre” pode ser repetido.
— No futebol tudo é possível, né? Mas não estou mais no Resende, aí acho um pouco mais difícil — brinca.
Do outro lado do mundo, Meneghel diz que tem acompanhado o Flamengo. Para o artilheiro, a esperança rubro-negra atende pelo nome de Muricy Ramalho. O atacante, no entanto, pede um pouco de tempo para que o comandante imprima a sua marca à frente da equipe:
— Ele está formando um time bom, aos poucos os jogadores estão se encaixando.
Para um final feliz, tudo que o Flamengo não quer é um Meneghel no caminho.
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