Vizeu abriu o placar mas o Flamengo ficou apenas no empate (Foto: Paulo Sergio/Lancepress)
Nada é tão ruim que não possa piorar. A frase cabe perfeitamente ao momento do Flamengo, que cava mais rumo ao fundo do poço no futebol. A derrota para a Chapecoense, nesta quarta-feira, em Volta Redonda, estava consumada até os 50 minutos do segundo tempo, quando Alan Patrick, de pênalti, deixou tudo igual: 2 a 2: Felipe Vizeu abriu o placar, enquanto Bruno Rangel e Hyoran fizeram para os catarinenses.
Mas o jogo foi mais um exemplo de que todas as tentativas de reagir sem mudanças na estrutura estão sendo em vão. O time escapou de perder de virada, mas ouviu novamente gritos de “sem vergonha” e “olé” da própria torcida, quando o adversário tocava a bola. Notas de dinheiro foram levantadas pelos torcedores, chamando os jogadores de mercenários e pedindo reforços.
O atacante Emerson Sheik, que começou no banco e entrou no segundo tempo, falou sobre o momento ruim.
— O torcedor tem direito de reivindicar, pegar no pé, porque sabe que a gente pode melhorar — afirmou, defendendo o trabalho:
— Vale a dedicação dos atletas, comissão técnica e principalmente a diretoria, que se faz presente. A gente sabe que está difícil, mas temos o apoio do clube, para que num futuro próximo possa melhorar — completou.
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