A gestão de Patricia Amorim pouco agradou aos torcedores rubro-negros. Pelo contrário, com a mandatária, a dívida do clube, somente neste período, cresceu mais de R$ 80 milhões. Sem títulos de grande relevância - apenas com um Campeonato Carioca, em 2011 -, a ex-presidente saiu do clube pela porto dos fundos. Agora, meses depois de deixar o cargo, ela ainda corre o risco de sofrer um inquérito devido aos gastos de sua gestão. Mesmo diante dos fatos, Patricia reclamou das críticas e perseguições que vem tendo pelos dirigentes do Flamengo.
"Acham que sou ladra, que eu roubei. Mas não fiz nada de desonesto. O que houve foi uma desorganização do contador. As pessoas da minha gestão talvez não tenham sido bem escolhidas. Demoraram a me trazer os problemas. Se eu for chamada para prestar esclarecimento, eu vou. Nunca houve intenção de prejudicar o clube", garantiu, em entrevista ao Jornal Extra.
Apesar das críticas, a ex-presidente afirma que seu trabalho teve o seu valor: "Não sei se foi boa ou ruim, a verdade é que, mesmo perdendo, tive mais votos do que quando ganhei a presidência. Logo, não fui reprovada", lembrou, ressaltando que não se arrepende de ter assumido o cargo:
"Às vezes, a gente arrisca. Às vezes, a gente erra. Foi um experiência de vida importante. O resultado não foi bom. Mas me arrependo dos amigos que achei que eu tinha. Fiz muitos inimigos. Mas uma coisa foi boa: levantei taça e contribuí. Mas houve uma intolerância monumental por eu ser mulher", finalizou.
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