O Flamengo chiou em carta aberta ao Consórcio Maracanã. Insatisfeito com o pequeno lucro obtido no duelo contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, o clube foi até o governador Sérgio Cabral Filho tentando encontrar meios de reduzir suas despesas para voltar a atuar no estádio.
E o clube voltou. Agendado desde antes do imbróglio envolvendo as partes, o Rubro-negro encarou o Vitória nesta quarta-feira no primeiro duelo após a polêmcia. Diferentemente do prometido pela Maracanã SA nos últimos dias, o Flamengo não foi aliviado nas despesas para atuar no estádio e teve resultado ainda pior do que o obtido nas oitavas da Copa do Brasil.
Se o motivo para a revolta dos rubro-negros foi o lucro de apenas 28% da receita bruta na vitória por 1 a 0 sobre o líder do Brasileirão, o Flamengo acabou ficando com 21% da renda oriunda dos 10.312 pagantes na chuvosa noite.
No total, a renda da vitória por 2 a 1 foi de R$ 413.625,00. Porém, com as despesas avaliadas em R$ 319.821,34, o clube levou para a Gávea somente R$ 90.520,53, que ainda sofreram penhora levemente superior a R$ 13 mil, reduzindo ainda mais a margem de lucro do Flamengo em mais um jogo como mandante no novo Maracanã.
A receita reduzida do Rubro-negro nas partidas no Maior do Mundo encontra sua explicação no modelo de parceria firmado entre o clube a concessionária. Com duração até o final do ano, o Mais Querido responsabiliza-se por arcar com as despesas de utilização do estádio, entre elas o aluguel de cerca de R$ 90 mil, para ter direito a 50% da renda em todos os setores do Maracanã, inclusive os camarotes e demais setores VIP.
Muito mais satisfeito do que o Flamengo em sua relação com a administradora, o Fluminense acertou vínculo de 35 anos em que tem custo zero para atuar no estádio, mas só lucra com a venda dos 43 mil assentos mais populares do Maracanã, situados atrás dos gols e das bandeirinhas de escanteio.
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