10/6/2021 12:00

Geração de ouro do Fla busca rara taça inédita em tempos de "outro patamar"

Geração de ouro do Fla busca rara taça inédita em tempos de outro patamar

Jogadores do Flamengo erguem a taça do Carioca. Rotina de títulos na Gávea
Imagem: Maga Jr./Estadão Conteúdo


Acompanhar os jogadores do Flamengo dando volta olímpica tornou-se uma cena habitual de 2019 para cá, mas a maior geração do futebol do clube desde os tempos de Zico inicia uma nova caminhada por uma rara taça que ainda falta a Gabigol e companhia.



Hoje (10), a equipe encara o Coritiba, às 19h, no Couto Pereira, de olho na Copa do Brasil e na consolidação de uma hegemonia que já levou o Fla a um "outro patamar". A expressão criada por Bruno Henrique caiu na boca da torcida, ecoando um sentimento dos rubro-negros, que amargaram anos de vacas magras antes que a sala de troféus da Gávea fosse preenchida por mais trofpeus de peso. A competição nacional de mata-mata ainda é um desafio para a atual equipe, que sabe que o seu lugar na história já está mais que reservado, mas não dá pinta de que está disposta a largar o osso.

Tricampeão da Copa —com o último título tendo sido em 2013—, o Flamengo valoriza a busca pelo tetra, mas já tem um olhar diferente sobre o torneio. Se em tempos difíceis a Copa do Brasil era a única chance real de um título grande para os rubro-negros, hoje a competição é mais uma em um cenário no qual o Fla desponta como favorito. Nas duas últimas tentativas, o Fla esbarrou no Atlhetico (2019) e no São Paulo (2020), mas ambos tropeços foram minimizados pelas glórias que viriam adiante. Campeão da Libertadores, bicampeão do Brasileiro, bicampeão da Supercopa, campeão da Recopa e tricampeão do Carioca, resta o desafio de seguir no topo .

Na parte esportiva, a Copa do Brasil perde em importância em relação aos outros dois troféus que estão em jogo em 2021, mas a recompensa financeira pelo sucesso em campo é vista com bons olhos para a cúpula do clube, que mira os cerca de R$ 70 milhões para os cofres. Longe dos gramados desde o dia 30 de maio, quando o time bateu o Palmeiras por 1 a 0, em jogo válido pela rodada inicial do Brasileirão, o Flamengo terá de superar uma possível falta de ritmo e desfalques motivados por lesões, convocações e a covid-19.



Com Isla e Arrascaeta em suas seleções nacionais, o Rubro-Negro ainda perdeu o lesionado Rodrigo Caio. Sem Rogério Ceni, que contraiu o vírus, a missão de comandar a equipe ficará a cargo de Maurício Souza, do sub-20. Para dificultar ainda mais um pouco a missão, Pedro e Gerson foram dispensados e sequer foram para a capital paranaense. Gaabigol, com edema, foi relacionado.

Flamengo, geração de ouro, Copa do Brasil

1578 visitas - Fonte: UOL


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