A eleição presidencial do Flamengo vai acontecer em dezembro, mas os bastidores do clube já estão agitados.
A cúpula da gestão de Rodolfo Landim perdeu integrantes que vão apoiar outros grupos no pleito e novas despedidas podem vir em breve. O grupo do atual mandatário, por outro lado, ainda calcula ter força. O que aconteceu Landim anunciou apoio a Rodrigo Dunshee na eleição .
Dunshee é vice-Geral e Jurídico do clube, e acompanhou o atual presidente nos dois mandatos. A diretoria viu cinco vice-presidentes deixarem os cargos nas últimas semanas . As despedidas foram para se aliar ao grupo de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ou ao de Maurício Gomes de Mattos. Foram três despedidas para apoiar Bap . Rodrigo Tostes, de Finanças, e Marcelo Conti, vice de Gabinete da Presidência, saíram na última semana, enquanto Paulo Cesar Pereira, vice de Secretaria, conversou com Landim na noite da última sexta-feira (12).
O mandatário indicou que vai acumular a vice de Finanças e indicou Diogo Lemes para a vaga deixada por Conti. As outras duas saídas foram para o grupo de Maurício Gomes de Mattos . Uma delas foi o próprio Maurício, que era vice de Embaixadas e Consulados, e saiu da diretoria para lançar candidatura própria. Adalberto Ribeiro, então vice de Relações Externas, deixou o cargo para apoiar Maurício. As saídas não pegaram a diretoria de surpresa, segundo pessoas ouvidas pelo UOL . As movimentações já eram esperadas e outras despedidas são aguardadas.
Entende-se que houve uma união de diferentes vertentes em torno da candidatura de Landim, mas essa aliança não se mostra mais necessária na atual conjuntura. O cenário aponta para a primeira ruptura de maior volume desde quando Landim assumiu, em janeiro de 2019 . Nos corredores, porém, há uma avaliação positiva. A leitura é que, mesmo com saídas e formações de alianças que virão a ser rivais na eleição, a maioria dos grupos políticos ainda apoia Dunshee — esse desenho traz confiança ao grupo de situação em outro pleito. Landim pode vir candidato a presidente do Deliberativo.
Os grupos que já faziam oposição à gestão ainda debatem as opções . Há uma visão que muitos movimentos podem acontecer nos bastidores, e estuda-se o cenário antes da decisão sobre qual rumo tomar. Eles avaliam a candidatura própria ou o apoio a alguma chapa, e calculam que podem levar consigo cerca de 500 votos. A inscrição das chapas será entre 10 e 30 de setembro. A eleição acontecerá nos primeiros dez dias de dezembro. A identificação das chapas não será mais por cor , e, sim, por número.
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