Elano em cobrança de falta (Foto: Carlos Mota )Elano lamenta caso de racismo com Tinga, do Cruzeiro (Foto: Carlos Mota)
A campanha começou nas redes sociais, gerou manifestações na rodada do fim de semana no futebol brasileiro e ganhou eco também no Flamengo: #FechadocomoTinga. Vítima de racismo na partida entre Cruzeiro e Real Garcilaso, na cidade de Huancayo, no Peru, na última quarta-feira, pela Libertadores, o volante se tornou símbolo no Brasil da luta contra o racismo nos campos de futebol. No Rubro-Negro carioca, Elano foi o primeiro a comentar o tema e não poupou as palavras para sair em defesa do companheiro de profissão.
Apesar de toda repercussão do fato, quando torcedores peruanos imitaram macacos a cada toque de Tinga na bola, Elano cobrou atitudes enérgicas para que o ato, que já aconteceu inúmeras vezes na Europa, não se repita e não se torne comum também na América do Sul. O camisa 7 do Flamengo se mostrou preocupado principalmente nos efeitos que este tipo de episódio pode gerar em familiares da vítima.
- Isso para mim é revoltante. Para mim, é caso de polícia, para ser condenado e preso. Estamos falando de um cara jovem ainda, pai de família, que sofreu muito. Imagina o filho dele em casa. Vimos os adultos falar disso e imagina a criança chegar na escola. Penso logo na família e penso na minha família. Isso tem de acabar. Não sei quem são os responsáveis, mas tem de ser feito alguma coisa. Qualquer racismo tem de ser exterminado, somos todos iguais. Temos de amar nosso irmão, independentemente da cor. Amigo, quando morrer não vai sobrar nada. O jogador vai na televisão, todo mundo se comove, mas os responsáveis não fazem nada. Aconteceu com o Roberto Carlos, Tinga, Balotelli. Já vi vários na Espanha, no Brasil. Ninguém faz nada. Continua assim.
No jogo entre Vasco e Flamengo, os vascaínos entraram em campo com uma faixa se solidarizando com Tinga. O rubro-negro, por sua vez, deixou o fato passar despercebido até a reação de Elano em entrevista coletiva. Durante todo fim de semana, clubes e torcedores exibiram faixas contra o racismo em campos de todo o país.
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