O Flamengo de 2026 não apenas ostenta o elenco mais caro do continente, mas um vestiário unido por laços de infância. O reencontro entre Pedro e Lucas Paquetá é o fechamento de um ciclo que começou aos oito anos de idade, nas quadras de futsal da Gávea. Enquanto Paquetá trilhou o caminho direto até a Europa, Pedro precisou lidar com a dor da dispensa aos 14 anos — sob a justificativa de "baixa estatura" — para só depois de brilhar no rival e na Itália, retornar para os braços da Nação.
A Conexão Espiritual e o Apoio na Dor
A amizade da dupla transcende a organização tática. O tom religioso que permeia a relação ficou evidente em dois momentos cruciais:
A Lesão de 2024: Quando Pedro sofreu a grave ruptura ligamentar no joelho esquerdo treinando pela Seleção, Paquetá foi sua voz de incentivo pública: "Você viverá a dupla honra de Deus", escreveu o meia.
O Batismo em Casa: Em julho de 2025, Pedro abriu as portas de sua casa para o batismo cristão de Paquetá. Ao lado do pastor Léo Souza, o atacante esteve dentro da piscina ao lado do amigo no momento de sua conversão, selando uma irmandade que vai muito além dos gramados.
Desafios Táticos sob Filipe Luís
Apesar da euforia com a contratação recorde de 42 milhões de euros (R$ 260 milhões), Paquetá ainda busca o seu "brilho de Premier League" neste início de temporada. A leitura de jogo do técnico Filipe Luís é clara:
Posicionamento: Diferente de sua atuação como volante na goleada sobre o Sampaio Corrêa, o treinador vê Paquetá como meia pela direita — função que desempenhava no West Ham.
Gestão de Elenco: Com a saída de Allan, o Flamengo possui cinco volantes, mas Filipe Luís reforça que a vinda de Paquetá foi pensada exclusivamente para a criação. "Não precisávamos de volantes, pensamos nele para a meia", pontuou o técnico.
O Futuro da Dupla
Com Paquetá em fase de readaptação ao futebol brasileiro e Pedro consolidado como o artilheiro do time, a expectativa é que a sintonia fora de campo se traduza em uma intensidade ofensiva letal no Campeonato Carioca e na Libertadores. O abraço comemorativo contra o Sampaio Corrêa foi apenas o primeiro capítulo de uma parceria que, 12 anos após a separação na base, promete ser a espinha dorsal do Flamengo na busca por títulos em 2026.
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