No Rio de Janeiro, impunidade de organizadas acabou em 2012

20/2/2014 12:03

No Rio de Janeiro, impunidade de organizadas acabou em 2012

Operação "Fair Play" colocou líder de torcidas de Flamengo e Vasco atrás das grades

No Rio de Janeiro, impunidade de organizadas acabou em 2012
Colocar torcedores de facções organizadas na cadeia foi a solução encontrada pelo Rio de Janeiro no fim de 2012, quando a operação "Fair Play" foi colocada em prática e prendeu integrantes de torcidas do Vasco e Flamengo. Dois dos líderes de duas das principais organizadas do Cruz-Maltino e Rubro-Negro (Força Jovem e Raça Rubro-Negra, respectivamente) foram para trás das grades à época. O delegado Rivaldo Barbosa, diretor da Divisão de Homicídios, unidade da Polícia Civil do Rio de Janeiro que há dois anos desencadeou a operação, atesta a violência desses grupos de torcedores e advoga pela regulamentação da relação entre clubes e torcidas.

- O que menos importa para esses torcedores é o resultado do jogo - resume o policial.

O delegado sai em defesa da regulamentação da relação entre agremiações e torcidas. O policial cita como exemplo que os clubes e entidades envolvidas com o futebol passem a exercer um rígido controle do número de ingressos distribuídos pelos clubes aos torcedores, a confecção de uma relação com os nomes dos beneficiados e o fim imediato do que classificou de "relacionamento pernicioso" entre dirigentes e torcida.

- Se o clube deu 200 ingressos, quem são os 200 contemplados - indaga, ressaltando que as iniciativas tomadas até agora pelos clubes, embora ainda modestas, já começaram a produzir alguns efeitos.

- Muita coisa já mudou, é verdade, mas ainda podemos avançar mais. Eu defendo a regulamentação de toda e qualquer contribuição que o clube vier a dar - afirma o policial.

Barbosa fala do alto da autoridade de quem prendeu, cumpriu mandados de prisão nas sedes da organizadas e nas casas dos seus afiliados. Ele relata que durante as investigações, impulsionadas pelas escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, ficou demonstrado que esses grupos têm vida financeira ativa, e que movimentam grandes somas em dinheiro, fruto da venda de ingressos que ganham dos clubes e da comercialização de camisas e bonés personalizados.

- Somente na casa do contador de uma dessas torcidas encontramos R$ 50 mil, além de dinheiro falso, drogas, balança de precisão e ainda uma lista nominal com os nomes de alguns torcedores adversários - recorda o policial.

O delegado se apressa em defender o fim das organizadas, além de rebater qualquer semelhança desses grupos, na forma de atuar, com os Black Blocs, por exemplo. Ele afasta qualquer nuance de ideologia que una as duas "tribos", mas reconhece que a agressividade que marca a atuação dos dois aglomerados é um ponto em comum.

- Essas torcidas se movimentam em comboios, só param debaixo de câmeras para se proteger de ataques de grupos rivais e têm até escolta armada com batedores durante os seus deslocamentos, demonstrando que ele têm algum conhecimento militar - ressalta o diretor da Divisão de Homicídios.

Em novembro de 2012, oito integrantes da Torcida Jovem foram presos e a sede da organizada foi lacrada. Além dos homicídios, os torcedores foram presos por fraude e corrupção. Na sede, foram apreendidos computadores, um cofre, e a documentação dos torcedores

Após a eleição presidencial do Flamengo, em dezembro de 2012, mais um torcedor rubro-negro acabou preso. Jofre Gonçalves do Nascimento. Entre os investigado da operação esteve também Carlos Renato Silva Santos, conhecido como Macedo, é presidente da torcida organizada.

Os rubro-negros eram acusados de assassinar Diego Martins Leal, torcedor do Vasco, em agosto de 2012, no bairro de Thomaz Coelho. Neste mesmo mês, um líder da Torcida Jovem do Flamengo, Marlon Cesar Soares Alvarenga, conhecido como Touché, foi condenado a 18 anos de reclusão inicialmente fechado, por seis tentativas de homicídio qualificado e por quadrilha armada. Os crimes foram cometidos contra torcedores de uma facção do Vasco, em briga na Praça do Barreto, em Niterói, antes da final da Taça Rio de 2011, em maio daquele ano.

1358 visitas - Fonte: Lancenet


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