O futebol é um esporte de memória curta, e o Flamengo está sentindo isso na pele. Após um 2025 irretocável, com os títulos da Libertadores e do Brasileirão, o time comandado por Filipe Luís atravessa um deserto técnico neste início de 2026. O empate sem gols contra o Internacional, no Maracanã, selou uma das piores arrancadas do clube no século XXI, evocando lembranças de crises que, no passado, derrubaram treinadores de renome.
A sequência negativa não é apenas estatística; ela é sentida nas arquibancadas. O coro de vaias após o apito final reflete a impaciência de uma Nação que exige a mesma intensidade que transformou o clube no "Dono da América" há poucos meses.
Respaldo vs. Performance
Apesar do turbilhão, a diretoria rubro-negra mantém uma postura firme: o cargo de Filipe Luís não está em discussão. Com contrato renovado até 2027, o treinador tem o "crédito da casa" pelas glórias recentes. No entanto, o próprio elenco reconhece que o sarrafo baixou. Arrascaeta, capitão e líder técnico, foi enfático na saída de campo: "Precisamos olhar para dentro e entender por que não estamos conseguindo impor nosso jogo".
O Raio-X da Crise:
Resultados: Derrota na estreia (São Paulo) e empate em casa (Internacional).
Ataque Inoperante: Dificuldade crônica na finalização, mesmo com a presença de astros como Paquetá e Pedro.
Organização Tática: Transições lentas que facilitam o bloqueio dos adversários, algo que Filipe Luís precisa corrigir urgentemente.
O Desafio da Recopa e a Gestão de Elenco
A leitura de jogo do treinador será testada ao limite nas próximas semanas. Com a final da Recopa Sul-Americana contra o Lanús no horizonte, Filipe Luís precisa recuperar a confiança de peças que parecem desgastadas emocionalmente. A gestão de elenco torna-se o pilar central: é hora de rodar o grupo ou insistir nos titulares até que a engrenagem volte a funcionar?
O Flamengo de 2026 tem as peças, o orçamento e o comando técnico que todos invejam. O que falta, neste momento, é reencontrar a fome de vitória que transformou o Maracanã em um território inexpugnável no ano passado. A maré é negativa, mas a história mostra que, no Flamengo, a distância entre a crise e a glória é sempre de apenas um grande jogo.
Palavras-chave: Flamengo, Filipe Luís, Brasileirão 2026, Crise no Flamengo, Arrascaeta, Gestão de Elenco, Maracanã, Recopa Sul-Americana.
Comentários do Facebook -