O Flamengo vive um cenário curioso nesta janela de transferências de 2026. Se por um lado o clube tem fôlego para buscar nomes como Kaio Jorge, por outro, encontra enormes dificuldades para "limpar" o elenco com vendas para o mercado interno. A alta valorização salarial e a exigência de retorno financeiro imediato têm afastado clubes como São Paulo, Corinthians e Vasco.
Até o momento, a única operação lucrativa entre clubes da Série A foi a venda de Victor Hugo ao Atlético-MG por 2,5 milhões de dólares (R$ 13,4 milhões por 50% dos direitos). Todas as outras saídas nacionais envolveram jogadores fora dos planos ou em fim de contrato, como Matheus Cunha (Cruzeiro) e Pablo (São Bernardo).
O Caso Allan: O Meio-Campo em Impasse
O volante Allan é o rosto dessa dificuldade. Sem espaço na organização tática de Filipe Luís, o jogador desperta o desejo de grandes rivais, mas o Flamengo não aceita liberá-lo "de graça".
Interessados: São Paulo, Corinthians e Vasco consultaram a situação.
O Entrave: O Fla exige compensação financeira para amortizar o investimento feito em sua contratação. Sem propostas de compra, o volante deve seguir no Rio até 2027, contra o próprio desejo de atuar com mais frequência.
Cebolinha e a Troca Recusada
Outro nome de peso que "travou" no mercado foi Everton Cebolinha. O Flamengo tentou utilizá-lo como moeda de troca para abater os valores de Kaio Jorge, estipulando seu preço em 8 milhões de euros (R$ 52 milhões). O Cruzeiro recusou, e o valor foi considerado proibitivo para outros clubes brasileiros, mantendo o atacante no elenco rubro-negro.
Blindagem aos "Intocáveis"
Se Allan e Michael (que rescindiu para ir à Arábia) foram liberados para negociar, o mesmo não se aplica às promessas e peças-chave.
Evertton Araújo: O Grêmio tentou o jovem volante, mas o Flamengo vetou por considerar que ele tem potencial para elevar o nível técnico do grupo atual.
Luiz Araújo: O Cruzeiro buscou informações, mas ouviu um "não" enfático, a menos que os valores fossem astronômicos.
Gestão de Elenco e Reposição
A diretoria rubro-negra justifica a postura rígida com um argumento lógico: qualquer venda exigiria uma reposição de nível igual ou superior, o que no mercado atual custaria fortunas. Assim, o clube prefere manter o "elenco estrelado" inchado a reforçar concorrentes diretos sem uma compensação que permita reinvestir com a mesma qualidade.
O único negócio que ainda pode sair no mercado interno é a venda de Wallace Yan para o Red Bull Bragantino, embora as conversas tenham sofrido soluços recentes por recuo do time paulista.
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