Na tarde de quarta-feira, os 15 clubes integrantes da Libra se reuniram na sede do Flamengo, no Rio de Janeiro, com o objetivo de mitigar tensões que surgiram após meses de conflitos internos. Este foi o primeiro encontro desde que o Flamengo recorreu à Justiça em relação à divisão das receitas de transmissão, o que havia intensificado o distanciamento em relação aos outros clubes.
A assembleia foi um sinal de reaproximação, sendo vista como um prelúdio para a criação de uma liga única do futebol brasileiro. A reunião contou com a participação da FFU e da CBF, além da escolha de novos representantes: Luiz Eduardo Baptista (Flamengo) e Raul Aguirre (Bahia), com Harry Massis (São Paulo) e Odorico Roman (Grêmio) como suplentes.
Embora os trabalhos tenham sido suspensos para uma nova convocação, uma proposta inicial para solucionar o impasse sobre a divisão financeira foi apresentada. A Libra foi criada para renegociar coletivamente os direitos de transmissão de TV para clubes da Série A, incluindo Palmeiras, São Paulo e Atlético-MG, entre outros.
O conflito teve início quando o Flamengo obteve uma liminar que bloqueava R$ 77 milhões da verba destinada à transmissão, valor que posteriormente foi reduzido para R$ 1,6 milhão, correspondente à sua participação. O clube carioca argumenta que a fórmula de divisão baseada na audiência — responsável por 30% do total — precisa ser revisada, dado que não há clareza e exige aprovação unânime.
A proposta de divisão financeira da Libra se fundamenta em três pilares: uma parte igualitária (40%), outra baseada no desempenho no Brasileirão (30%) e, por fim, a audiência dos jogos (30%). Porém, a maneira como a audiência é calculada tem gerado controvérsias, especialmente do lado do Flamengo, que considera o estatuto da Libra omisso em aspectos cruciais.
Desde 2025, os pagamentos começaram a ser feitos conforme o modelo defendido pela Libra, mesmo com a oposição do Flamengo. O clube tem solicitado acesso às gravações das assembleias, reafirmando a existência de lacunas no estatuto que podem comprometer a equidade do modelo atual.
A troca de notas oficiais entre a Libra e o Flamengo acirrou ainda mais os ânimos, com acusações de desinformação sendo trocadas entre as partes. Nesse cenário, a assembleia recente representa um passo estratégico para desobstruir as negociações e rever os critérios de audiência, buscando alinhar os interesses divergentes.
O foco agora é conciliar diferentes posturas e encontrar um caminho que permita avanço na construção da liga única, um passo significativo para o futuro do futebol profissional no Brasil.
255 visitas - Fonte: Torcida Flamengo
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